Banner Portal
Tudo vira lixo: patrimonialização do descarte
PDF

Palavras-chave

Lixo. Patrimônio. Século XX. Museu. Expografia

Como Citar

MORALES, Martha Helena Loeblein Becker. Tudo vira lixo: patrimonialização do descarte. Revista Arqueologia Pública, Campinas, SP, v. 9, n. 3[13], p. 30–38, 2015. DOI: 10.20396/rap.v9i3.8641277. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rap/article/view/8641277. Acesso em: 13 jun. 2024.

Resumo

A atribuição de valores que torna o lixo um luxo é parte inerente das decisões acerca da patrimonialização. O objetivo deste artigo é incitar um debate sobre o lugar da cultura material contemporânea nos processos de patrimonialização, exemplificado no caso do Museu Paranaense e suas políticas de aquisição e descarte de acervo. Apesar do circuito bastante comprometido com a exposição do período oitocentista, a materialidade do século XX começa a despertar o interesse da instituição. Surgem, por conseguinte, dúvidas a respeito dos limites entre passado e presente, dos objetivos institucionais e os problemas em torno da expografia da contemporaneidade. Enfim, se vivemos em um momento histórico no qual tudo pode virar lixo, a reflexão acerca da categorização deste universo tangível é um âmbito tão polêmico quanto fértil que possibilita transformar a maneira como construímos o passado e como vivemos no presente. 

https://doi.org/10.20396/rap.v9i3.8641277
PDF

Referências

CARNEIRO Jr., R. et al. Indústrias Paranaenses. Catálogo da Exposição. Curitiba: Sociedade de Amigos do Museu Paranaense/ Secretaria de Estado da Cultura, 2015.

GONZÁLEZ-RUIBAL, A. Hacia otra arqueología: diez propuestas. Complutum, v. 23, n. 2, p. 103-116, 2012.

JORGE, V. O. Arqueologia, património e cultura. Lisboa: Instituto Piaget, 2000.

MELO, A. D. de. A arqueologia como política pública no município de Pelotas. In: FUNARI, P. P. A.; CERQUEIRA, F. V.; NOBRE, C. K. (orgs.) Arqueologia histórica, memória e patrimônio em perspectiva multidisciplinar. Contribuições da arqueologia, história, literatura, arquitetura e urbanismo. Pelotas: IMP, LEPAARQ/UFPel, Programa de Pós-Graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural/UFPel, 2009, p. 35-46.

MORALES, M. H. L. B. Passado em construção: leituras de uma história em exposição. Anais do VIII Seminário Internacional em Memória e Patrimônio. Pelotas: Ed. da UFPel, 2014, p. 150-157.

NICHOLAS, G.; HOLLOWELL, J. Ethical challenges to a postcolonial archaeology: the legacy of scientific colonialism. In: HAMILAKIS, Y.; DUKE, P. (eds.) Archaeology and capitalism: from ethics to politics. Walnut Creek, California: Left Coast Press, 2007, p. 59-82.

NIERO, C. H. Políticas culturais no Paraná, anos 70-90: uma radiografia. Monografia (Especialização em Sociologia Política) – Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2004.

POULOT, D. Uma história do patrimônio no Ocidente, séculos XVIII-XXI: do monumento aos valores. São Paulo: Estação Liberdade, 2009.

SHANKS, M.; TILLEY, C. Re-constructing archaeology. Theory and practice. London, New York: Routledge, 1992.

SILBERMAN, N. A. Process not product: the ICOMOS Ename Charter (2008) and the practice of heritage stewardship. CRM – The Journal of Heritage Stewardship, 2009.

Revista Arqueologia Pública utiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.

Downloads

Não há dados estatísticos.