Entre a pena e o cinzel: Histórias de um imperador romano escritas por Eusébio de Cesareia e esculpidas no Arco de Constantino

Autores

  • Jefferson Ramalho Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.20396/rap.v9i4.8643520

Palavras-chave:

Constantino. Historiografia. Arqueologia. Relevos. Subjetividade

Resumo

Este artigo tem por objetivo apresentar informações convergentes e divergentes acerca de Constantino I, imperador romano do início do século IV de nossa era. Para isso, nossos objetos se delimitam entre trechos da escrita de Eusébio de Cesareia, mais conhecido biógrafo do referido imperador, em sua obra Vida de Constantino, e, alguns relevos com imagens e palavras que foram esculpidas no Arco de Constantino, construído possivelmente em 315, com o intuito de prestar-lhe homenagem no ensejo de seu triunfo sobre Maxêncio na chamada batalha da Ponte Mílvia, em 312. Através de um diálogo entre a História e a Arqueologia, esta comunicação se atentará não apenas às informações de um passado distante, mas à maneira com que as relações de poder firmadas naquele momento produziriam efeitos até os nossos dias. Não negando que tais efeitos são de longuíssima duração, fugimos da hipótese de que há uma continuidade na história, mas buscamos perceber que a nossa leitura do passado é, antes de tudo, uma leitura do presente. Para isso, estudamos Constantino a partir de pesquisas que, em certa medida, têm explorado as variadas figuras desse imperador, segundo diferentes fontes históricas. Neste momento, portanto, é que dialogaremos com estudiosos como Paul Veyne e Hartwin Brandt. Devemos também mencionar os referenciais teóricos para a nossa pesquisa, dentre os quais encontram-se J. Derrida, M. Foucault e K. Jenkins, além de outros que transitam nos campos da História, da Arqueologia e da Filosofia.

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Biografia do Autor

Jefferson Ramalho, Universidade Estadual de Campinas

Doutorando em História pela Universidade Estadual de Campinas (2014 - ...), mestre em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2009 - 2012), com Licenciatura Plena em História pelo Centro Universitário Assunção (2006 - 2009), formação em Filosofia e Religião na Faculdade de São Bento, em São Paulo (2006) e Bacharelado em Teologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2001 - 2005). Atua nas áreas de Historiografia e Antiguidade Tardia. Foi Relações Públicas na área acadêmica editorial, de 2005 a 2008, organizando Cafés Acadêmicos em São Paulo e em outras capitais brasileiras. É professor de História do Cristianismo, História das Religiões, Filosofia, Sociologia e Hermenêutica. Em dezembro de 2013 foi publicada sua dissertação de mestrado com o título "Eusébio e Constantino - o início de uma igreja imperialista" e em dezembro de 2008 publicara sua pesquisa sobre a divinização de Jesus de Nazaré no Concílio de Niceia, intitulada "Jesus é Deus? - uma reflexão sobre a divindade de Cristo na História"

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Publicado

2016-02-18

Como Citar

RAMALHO, J. Entre a pena e o cinzel: Histórias de um imperador romano escritas por Eusébio de Cesareia e esculpidas no Arco de Constantino. Revista Arqueologia Pública, Campinas, SP, v. 9, n. 4[14], p. 46–57, 2016. DOI: 10.20396/rap.v9i4.8643520. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rap/article/view/8643520. Acesso em: 19 maio. 2022.