Banner Portal
Aproximações entre a etnografia arqueológica e os modos de fazer na comunidade quilombola de Itamatatiua, Alcântara – Maranhão
PDF

Palavras-chave

Etnografia arqueológica. Modo de fazer. Cerâmica. Quilombo. Itamatatiua.

Como Citar

BANDEIRA, A. M. Aproximações entre a etnografia arqueológica e os modos de fazer na comunidade quilombola de Itamatatiua, Alcântara – Maranhão. Revista Arqueologia Pública, Campinas, SP, v. 12, n. 1[20], p. 30–46, 2018. DOI: 10.20396/rap.v12i1.8653106. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rap/article/view/8653106. Acesso em: 3 mar. 2024.

Resumo

O ofício ceramista é uma das atividades mais complexas entre os povos do mundo. Dominar a manipulação da argila envolveu, durante milênios, elementos técnicos que estão presentes nas histórias e memórias das sociedades. Este artigo apresenta algumas reflexões sobre a pesquisa Um saber ancestral: documentação e extroversão da produção ceramista artesanal na comunidade quilombola de Itamatatiua, Alcântara – MA. Por meio de uma abordagem colaborativa com as ceramistas artesãs e sob o viés da etnografia arqueológica, enfocamos uma variedade de temas, como o modo de fazer cerâmica, a temporalidade do ofício, o domínio das técnicas, a cadeia operatória da produção artefatual, a territorialidade, a memória, as narrativas históricas e a identidade deste grupo quilombola. Neste artigo serão apresentados alguns resultados relacionados ao fazer cerâmico, que consideramos como um dos principais bens culturais do Maranhão que necessita ser conhecido, divulgado e salvaguardado.
https://doi.org/10.20396/rap.v12i1.8653106
PDF

Referências

AMARAL, Daniella Magri. Loiça de Barro do Agreste: um estudo etnoarqueológico de cerâmica histórica pernambucana. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2012. (Dissertação de Mestrado em Arqueologia) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012.

ANJOS, Rafael Sanzio Araújo dos. Quilombos: Geografia Africana – Cartografia Étnica – Territórios Tradicionais. Brasília: Mapas Editora & Consultoria, 2009.

ASCHER, Robert. Analogy in archaeological interpretation. Southwestern Journal of Anthropology, v. 17, p. 317-325, 1961.

BEZERRA, Márcia. As Cores do Passado na Amazônia: o patrimônio arqueológico no artesanato da Vila de Joanes, Ilha do Marajó, Brasil. Amazônica: Revista de Antropologia, v. 6, p. 418-441, 2014.

CESTARI, Glauba Alves do Vale, SANTOS, Denilson Moreira, CARACAS, Luciana Bugarin. A produção cerâmica no quilombo de Itamatatiua: interações entre artesanato tradicional e design com vistas à sustentabilidade. In: SANTOS, Denilsom Moreira et al. (Orgs.). Artesanato no Maranhão: práticas e sentidos. São Luís: Edufma, 2016.

DEAL, M. Pottery ethnoarchaeology in the Central MaTa Highlands. The Universiry of Utah Press, Salt Lake Ciry, 1988.

FERREIRA, Rosinete de Jesus Silva. Nas tramas de Itamatatiua: as representações sociais da saúde e as trocas comunicativas dos filhos de Santa Teresa. Rio de Janeiro: UFRJ, 2012. (Tese de Doutorado) – UERJ, Rio de Janeiro, 2012.

GNECCO, Cristóbal. Escavando arqueologias alternativas. Revista de Arqueologia. São Paulo: Sociedade de Arqueologia Brasileira, v. 25, n. 1, p. 8-23, 2012.

GOULD, Richard. A. Beyond analogy in ethnoarchaeology. In: GOULD, Richard A. (Ed.).Explorations in ethnoarchaeology. Albuquerque: University of New Mexico Press, p. 239-243, 1978.

GOULD, Richard. A. Living archaeology. Cambridge. Cambridge University Press, 1980.

GRIJÓ, Wesley Pereira; BERARDO, Rosa Maria; MENDONÇA, Maria Luisa. A identidade na comunidade negra de Itamatatiua sob a perspectiva dos estudos pós-coloniais. Anais do V ENECULT - Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura. Salvador: Faculdade de Comunicação/UFBA, 2009.

HAMILAKIS, Yannis. Archaeological Ethnography: A Multitemporal Meeting Ground for Archaeology and Anthropology. Annual Review of Anthropology, n. 40, p. 399-414, 2011.

JUNIOR, David Pereira. Tradição e identidade: a feitura de louça no processo de construção de identidade da Comunidade de Itamatatiua – e Alcântara Maranhão. In: MARTINS, Cynthia Carvalho et al. Insurreição de saberes: práticas de pesquisa em comunidades tradicionais. Manaus: Universidade do Estado do Amazonas - UEA, 2011.

JUNIOR, David Pereira. Territorialidades e identidades coletivas: uma etnografia de Terra de Santa na Baixada Maranhense. Salvador: UFBA, 2012. (Dissertação de Mestrado. Programa de PósGraduação em Antropologia – PPGA) – UFBA, Salvador, 2012.

LEACH, Edmund. A view from the bridge. In: Archaeology and Anthropology: areas of Mutual Interest. Ed. M. Springs, p. 161-176, Oxford, 1977.

LONDRES, Cecilia. Referências culturais: base para novas políticas de patrimônio. Inventário Nacional de Referências Culturais: manual de aplicação. Brasília: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2000.

IPHAN. Referências culturais: base para novas políticas de patrimônio. Inventário Nacional de Referências Culturais: manual de aplicação. Brasília: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2000.

IPHAN. Patrimônio Imaterial: o registro do patrimônio imaterial: dossiê final das atividades da Comissão e do Grupo de Trabalho Patrimônio Imaterial. Brasília: Ministério da Cultura /Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 4. ed, 2006.

OOSTERBEEK, Luiz; Reis, Milena das Graças Oliveira. Terras de Preto em Terras da Santa: Itamatatiua e as suas dinâmicas quilombolas. Cadernos de Pesquisa, São Luís, v.19, n. 1, p. 7-15, 2012.

PEREIRA, Cleyciane Cássia Moreira. Mitos da cultura africana: elementos de informação e preservação da memória na Comunidade Quilombola Alcantarense de Itamatatiua. João Pessoa: UFPB, 2011. (Dissertação de Mestrado) – UFPB, João Pessoa, 2011.

QUEIROZ, Luiz Antônio Pacheco de. Água fria é no pote do Cariri Cearense. SãoCristóvão: UFS, 2015. (Dissertação de Mestrado em Arqueologia) – UFS, São Cristóvão, 2015.

REGO, Herbert Moura. As panelas de barro de Pernambuco – do século XIX ao XXI.Recife: UFPE, 2013. (Dissertação de Mestrado em Arqueologia). UFPE, Recife, 2013.

RUIBAL, Alfredo González. El giro poscolonial: hacia una etnoarqueología crítica. En Departament d'Arqueologia i Antropologia. Institució Milà i Fontanals - CSIC (eds.).Etnoarqueología de la Prehistoria: Más allá de la analogía. Treballs d'Etnoarqueologia, 6,CSIC, Madrid, p. 41-59, 2006.

RUIBAL, Alfredo González. De la etnoarqueología a la Arqueología del presente. In: SALAZAR. J.;DOMINGO, I.; ASKARRÁGA, J.; BONET, H. (Coords.). Mundos tribales: una visión etnoarqueológica. Valencia: Museo de Prehistoria, p. 16-27, 2009.

SILVA, Fabíola Andrea. Etnoarqueologia: Uma perspectiva Arqueológica para o Estudo daCultura Material. Métis (UCS), v. 8, p. 121-139, 2009.

SILVA, Fabíola Andrea; GARCIA, Lorena. Território e memória dos Asurini do Xingu:Arqueologia Colaborativa na T.I. Kuatinemu, Pará. Amazônica: Revista de Antropologia(Online), v. 7, p. 74-99, 2015.

SOARES, Inês Virgínia P. Direito ao (do) Patrimônio Cultural Brasileiro. Belo Horizonte:Fórum, 2009.

SOUSA, Leilane Barbosa de; BARROSO, Maria Grasiela Teixeira. Pesquisa etnográfica:evolução e contribuição para a enfermagem. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem,v. 1, n. 12, p. 150-155, 2008.

Revista Arqueologia Pública utiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.

Downloads

Não há dados estatísticos.