Arqueologia e teoria queer

por uma arqueologia transviada

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/rap.v13i1.8654818

Palavras-chave:

Transviado, LGBTQI, Descolonialidade

Resumo

Este artigocoloca em pauta a legitimação do reconhecimento da população LGBTQI+ a respeito de uma categoria de gênero: o sujeito Queer. Através da organização de duas oficinas realizadas na Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), equipadas com nosso tripé metodológico -isto é, informação, construção e sensibilização -, fomos capazes de dialogar com aproximadamente 80 estudantes sobre Arqueologia e a Teoria Queer. Intitulado como Arqueologia e Teoria Queer: por uma Arqueologia Transviada, a oficina possibilitou elucidar os questionamentos levantados por Gontijo & Schaan (2017) através da ratificação do indivíduo transviado que fica subalterno mediante a vigente binariedade de gênero, delimitada pelos valores da cultura ocidental.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Khala Anderson de Oliveira Gomes, Universidade Federal do Rio Grande

Bacharel em Arqueologia pela Universidade Federal do Rio Grande.

Natália de Oliveira Tavares, Universidade Federal do Rio Grande

Bacharel em Arqueologia pela Universidade Federal do Rio Grande.

Newan Acacio Oliveira de Souza, Universidade Federal do Rio Grande

Bacharel em Arqueologia pela Universidade Federal do Rio Grande. Pesquisador Colaborador do Grupo de Estudos Etnográficos Urbanos pela Universidade Federal de Pelotas.

Referências

DE BEAUVOIR, Simone. Por uma moral da ambiguidade. Editora Nova Fronteira, 2005.

BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Civilização Brasileira, 2003.

DURKHEIM, Émile. O Suicídio - Um Estudo Sociólogico. Rio de Janeiro: Zahar Editores. 1982.

EUZÉBIO, F. A.; RODRIGUES, V. B. . Bichas, Guardei no Armário: Youtube e Diversidade Sexual em Sala de Aula. In: SANTOS, Amanda Basilio; MACHADO, Juliana Porto; COLVERO, Ronaldo Bernardino. (Org.). Interdisciplinariedade nas Ciências Humanas: Caminhos da Pesquisa Contemporânea. 1. ed. Jagarão: CLAEC, v. 1, p. 2475-2484, 2017.

EUZÉBIO, Felipe Aurélio. Do escuro ao infinito, da oficina ao artigo acadêmico: o pensar a partir das ações de um pibdiano gay. In: LEITE, Vanessa Caldeira et al. (Org). Pibid-UFPel: a iniciação à docência sob o olhar de sujeitos de diferentes áreas do conhecimento (e-book). São Leolpoldo: Oikos, 2018.

FOUCAULT, Michel. Herculine Barbin: o diário de um hermafrodita. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1983.

GONTIJO, Fabiano de S.; SCHAAN, Denise Pahl. Sexualidade e Teoria Queer. Revista de Arqueologia, [S.l.], v. 30, n. 2, p. 51-70, dez. 2017. ISSN 1982-1999. Disponível em: https://revista.sabnet.com.br/revista/index.php/SAB/article/view/544.

GONZÁLEZ-RUIBAL, Alfredo. Time to destroy. Na archaelogy of supermodernity. Current Anthropology. v. 49, n. 2, p. 247-279, 2008.

GONZALO, Almudena Hernando. Sexo, Género y Poder. Bree reflexión sobre algunos conceptos manejados em la Arqueología del Género. Complutum. v. 18, p. 167-174, 2007.

LIMA, Tânia Andrade. Chá e simpatia: uma estratégia de gênero no Rio de Janeiro oitocentista. Anais do Museu Paulista, p. 93-127, 1997. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/anaismp/article/view/5350/6880.

LIMA, Tânia de Andrade. Humores e odores: ordem corporal e ordem social no Rio de Janeiro, século XIX*. História, Ciências, Saúde – Manguinbos, II (3): 44-96, Nov. 1995-Feb. 1996. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/hcsm/v2n3/a04v2n3.pdf.

LUCAS, Gavin. Modern Disturbances: On yhe Ambiguites fo Archaeology. Modernism/Modernity. v. 11, n. 1, p. 109-120, 2004. Disponível em: https://muse.jhu.edu

MIGNOLO, Walter. Desobediencia Epistémica: retórica de la modernidad, lógica de la colonialidad y gramática de la descolonialidad. Ediciones del Signo. 2010. Disponível em: https://www.antropologiadeoutraforma.files.wordpress.com/2013/04/mignolo-walter-desobediencia-epistc3a9mica-buenos-aires-ediciones-del-signo-2010.pdf

ROEDEL, Luísa de Asis. O silêncio do corpo: a intersexualidade invizibilizada no cemitério do Bonfim. Revista de Arqueologia, [S.l.], v. 30, n. 2, p. 71-85, dez. 2017. Disponível em: https://revista.sabnet.com.br/revista/index.php/SAB/article/view/545

TILLEY, Christopher. A phenomenology of landscape: places, path and monuments. Berg: Oxford, 1994.

TILLEY, Christopher .The materiality of stone, Berg Publisher, 2004.

TILLEY, Chris. Do corpo ao lugar à paisagem uma perspectiva fenomenológica. Revista Vestígios. V. 8, n. 1, 2014.

TRAMASOLI, Felipe Benites. Haja hoje p/ tanto hontem. Revista de Arqueologia, [S.l.], v. 30, n. 1, p. 186-209, jul. 2017. ISSN 1982-1999. Disponível em: https://www.revista.sabnet.com.br/revista/index.php/SAB/article/view/518

TRIGGER, Bruce G. História do pensamento arqueológico. São Paulo: Odysseus Editora, 2004.

VELHO, Gilberto. Individualismo e Cultura. Editora Zahar, p. 123-132, 1987.

Publicado

2019-07-22

Como Citar

GOMES, K. A. de O. .; TAVARES, N. de O.; SOUZA, N. A. O. de. Arqueologia e teoria queer : por uma arqueologia transviada. Revista Arqueologia Pública, Campinas, SP, v. 13, n. 1[22], p. 280–299, 2019. DOI: 10.20396/rap.v13i1.8654818. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rap/article/view/8654818. Acesso em: 5 fev. 2023.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)