Análise dos Fatores de Influência no Desempenho Inovador da Indústria Paulista

Autores

  • Antônio Carlos Pacagnella Júnior Universidade Federal de São Carlos
  • Geciane Silveira Porto Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.20396/rbi.v11i2.8649047

Palavras-chave:

Inovação tecnológica. Indústria. Regressão logística.

Resumo

A proposta deste trabalho é analisar os resultados obtidos pela indústria paulista quanto à inovação tecnológica e identificar os fatores que influenciam este fenômeno, utilizando, para este fim, dados provenientes da Pesquisa de Atividade Econômica Paulista (Paep), realizada pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). Para alcançar este objetivo, foi construído um modelo conceitual que relaciona os principais fatores que podem influenciar a propensão a inovar destas empresas, o que deu origem a um modelo de regressão logística, que foi a técnica utilizada. Os resultados mostram que, para a inovação tecnológica em produtos, os fatores que impactam a probabilidade de este fenômeno ocorrer são: as fontes de informação internas; a cooperação em pesquisa e desenvolvimento (P&D); a presença de laboratório ou departamento de P&D; investimentos financeiros em P&D; a orientação exportadora; as fontes de informação ligadas ao mercado; os investimentos de recursos humanos em P&D; e as chamadas outras fontes de informação. Já quanto à inovação em processos, os fatores de influência identificados são: o apoio governamental; as fontes de informação ligadas ao mercado; as fontes de informação internas; a presença de laboratório ou departamento de P&D; a idade da empresa; a cooperação em P&D; outras fontes de informação; a orientação exportadora; o percentual de recursos humanos ligados à produção; as fontes de informação institucionais; e o salário médio.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Antônio Carlos Pacagnella Júnior, Universidade Federal de São Carlos

Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Unimep.

Geciane Silveira Porto, Universidade de São Paulo

Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP – Ribeirão Preto.

Referências

ALBUQUERQUE, E. M. Sistemas nacionais de inovação e direitos de propriedade industrial: notas introdutórias a um debate necessário. Estudos Econômicos, v. 26, n. 2, p. 171-200, maio-agosto 1996.

ANDREASSI, T. Estudo das relações entre indicadores de P&D e indicadores de resultado empresarial em empresas brasileiras. Tese (Doutorado). São Paulo, Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, Universidade de São Paulo, 1999.

ARCHIBUGI, A.; HOWELLS J.; MICHIE J. Innovation systems in a global economy. Tecnology Analysis & Strategic Management, v. 11, n. 4, p. 527-539, 1999.

CARAYANNIS, E. G.; ROY, R. I. S. Davids vs Goliaths in the small satellite industry: the role of technological innovation dynamics in firm competitiveness. Thecnovation, v. 20, n. 6, p. 287-297, 2000.

CASTELLACCI, F. How does innovation differ across sectors in Europe? Evidence from the CIS-SIEPI database. Centre for Technology, Innovation and Culture University of Oslo, 2004 (Working paper 04/04).

CERTA, A.; ENEA, M., GALANTE, G.; LA FATA, M. C. International Journal of Production Research, v. 47, n. 13, p. 3503-3523, 2009.

CHESBROUGH, H.W. The market for innovation: implications for corporate strategy. California Management Review, Vol. 49, n.3, p. 45–66.

CHESBROUGH, H.W.; VAHNAVERBEKE, W.; WEST, J. Open innovation: researching a new paradigm. Oxford: Oxford University Press, 2006.

DOSI, G. Sources, procedures and microeconomic effects of innovation. Journal of Economic Literature, v. 26, n. 3, p. 1120-1171, 1988.

FAPESP. Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação em São Paulo 2004. São Paulo, 2010. Disponível em: http://www.fapesp.br/indicadores/. Acesso em: 12 jul. 2011.

FONSECA, M. D. R. Rules and patterns of behaviour in the context of emergence. Druids - Nelson and Winter Conference, 2001. Disponível em: www.druid.dk/conferences. Acesso em: 21 set. 2011.

FRANCIS, D.; BESSANT, J. Targeting innovation and implications for capability development. Technovation, Thecnovation, v. 25, n. 3, p. 171-183, 2000.

FRANKO, L. G. Global corporate competition: who’s winning, who’s losing and the R&D factor as one reason why. Strategic Management Journal, v. 10, n. 5, p. 449-474, 1991.

FREEMAN, C. The “National System of Innovation” in historical perspective. Journal of Economics, v. 19, n. 1, p. 5-24, 1995.

FREITAS, I. M.; TUNZELMAN, N. V. Mapping public support for innovation in a three dimensional space. Research Policy, v. 37, n. 1, p. 1446-1464, 2008.

FRISHAMMAR, J.; HÖERTE, S. A. Managing external information in manufacturing firms: the impact on innovation performance. The Journal of Product Innovation Management, v. 22, n. 3, p. 251-266, 2005.

GREENE, W. H. Econometric analysis. 2nd ed. Englewood Cliffs, NJ: Prentice Hall, 1993.

HAGEDOORN, J. Measuring innovative performance: is there an advantage in using multiple indicators? Research Policy, 2002.

HAIR JR., J. F.; ANDERSON, R. E.; TATHAM, R. L.; BLACK, W. Multivariate Data Analysis: with readings. New Jersey: Prentice Hall, 1998.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Industrial de Inovação Tec-

nológica – Pintec 2008. Rio de Janeiro: IBGE, 2008. Disponível em: www.ibge.gov.br/. Acesso em: 15 set. 2011.

KANNEBLEY JR., S.; PORTO, G. S.; PAZELLO, E. T. Characteristics of Brazilian innovative firms: an empirical analysis based on PINTEC – industrial research on technological innovation. Research Policy, v. 34, n. 6, p. 872-893, 2005.

KARLSSON, M.; TRYGG, L.; ELFSTRÖM, B. Measuring R&D productivity: complementing the picture by focusing on research activities. Technovation, v. 32, n. 8, p. 1365-1379, 2003.

KLINE, S.; ROSEMBERG, N. An overview of innovation. The positive sum strategy. Washington: National Academy Press, 1986.

KRUNGLIANSKAS, I. Tornando a pequena e média empresa competitiva: como inovar e sobreviver em mercados globalizados. São Paulo: Ed. Iege,1996.

LUNDVALL, B. National systems of innovation: towards a theory of innovation and interactive learning. London: Pinter Publishers, 1992.

MADDALA, G. S. Introduction to econometrics. Englewood Cliffs, NJ, Prentice Hall, 1992.

MAHMOOD, P. I.; LEE, C. Y. Business groups: entry barrier-innovation debate revisited. Journal of Economic Behavior & Organization, v. 54, n. 1, p. 513-531, 2004.

MALHOTRA, N. K. Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.

MARSILI, O.; VERSPAGEN, B. Technology and the dynamics of industrial structures: an empirical mapping of Dutch manufacturing. Industrial and Corporate Change, v. 11, n. 4, p. 791-815, 2002.

MATESCO, V. R. Inovação tecnológica nas empresas brasileiras: a diferenciação competitiva e a motivação para inovar. Tese (Doutorado). Rio de Janeiro, Instituto de Economia Industrial da Faculdade Federal do Rio de Janeiro,1993.

NELSON, R. R. National innovation systems: a comparative analysis. Oxford: Oxford Univ. Press., 1993.

VIOTTI, E. B.; MACEDO, M. M. (Orgs.). Indicadores de ciência, tecnologia e inovação no Brasil. Campinas: Editora Unicamp, 2001.

OCDE. Proposed Guidelines for Collecting and Interpreting Technological Innovation Data: Oslo Manual. Paris, 2005. Disponível em: http://www.oecd.org. Acesso em: 14 mar. 2007.

PATEL, P.; PAVITT, K. National innovation systems: why they are important, and how they might be measured and compared. Economics of Innovation and New Technology, v. 3, n.1, p. 77-95, 1994.

QUADROS, R.; FURTADO, A.; BERNARDES, R.; FRANCO, E. Technological innovation in Brazilian industry: an assessment based on the São Paulo innovation survey. Technological Forecasting and Social Change, v. 67, n. 2, p. 203-219, 2001.

SCHUMPETER, J. A. The theory of economic development. New York: Oxford University Press, 1961.

SANTARELLI, E.; STERLACCHINI, A. Innovation, formal vs. informal R&D, and firm size: some evidence from Italian manufacturing firms. Small Business Economics, v. 2, n. 3, p. 223-228, 2004.

SHARP, M.; PAVITT, K. Technology policy in the 1990s: old trends and new realities. Journal of Common Market Studies, v. 31, n. 2, p. 129-151, 1993.

SHEFER, D.; FRENKEL, A. R&D, firm size and innovation: an empirical analysis. Technovation, v. 25, n. 1, p. 25-32, January 2005.

Downloads

Publicado

2012-08-07

Como Citar

PACAGNELLA JÚNIOR, A. C.; PORTO, G. S. Análise dos Fatores de Influência no Desempenho Inovador da Indústria Paulista. Revista Brasileira de Inovação, Campinas, SP, v. 11, n. 2, p. 333–364, 2012. DOI: 10.20396/rbi.v11i2.8649047. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rbi/article/view/8649047. Acesso em: 15 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos