Competitividade da indústria brasileira no período recente de acordo com a taxonomia de Pavitt

Autores

  • Camila Hermida Universidade Federal de Uberlândia
  • Clésio Lourenço Xavier Universidade Federal de Uberlândia

DOI:

https://doi.org/10.20396/rbi.v11i2.8649048

Palavras-chave:

Exportações. Tecnologia. Competitividade.

Resumo

O objetivo deste artigo é analisar o desempenho e a competitividade das exportações brasileiras de acordo com a taxonomia de Pavitt, enfatizando o comportamento de setores com maior grau tecnológico no período entre 2001 e 2010. Buscou-se observar se houve mudança do padrão de especialização das exportações brasileiras no período recente, em quais indústrias o Brasil tem ampliado suas parcelas de mercado, por meio do indicador “market share”, e quais estão garantindo Vantagens Comparativas Reveladas, a partir do indicador VCR. A análise empírica demonstrou que o Brasil continua sendo mais competitivo nas exportações de bens que demandam fatores abundantes em recursos naturais. No entanto, alguns setores das categorias selecionadas revelaram que há um esforço inovativo para obter ganhos de competitividade no mercado mundial de produtos de alta tecnologia.

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Biografia do Autor

Camila Hermida, Universidade Federal de Uberlândia

Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberlândia

Clésio Lourenço Xavier, Universidade Federal de Uberlândia

Professor do Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberlândia e Pesquisador do CNPq.

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Publicado

2012-08-07

Como Citar

HERMIDA, C.; XAVIER, C. L. Competitividade da indústria brasileira no período recente de acordo com a taxonomia de Pavitt. Revista Brasileira de Inovação, Campinas, SP, v. 11, n. 2, p. 365–396, 2012. DOI: 10.20396/rbi.v11i2.8649048. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rbi/article/view/8649048. Acesso em: 15 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos