Existe convergência de patenteamento no Brasil?

  • Priscila Medeiros de Oliveira Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Eduardo Gonçalves Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Eduardo Simões de Almeida Universidade Federal de Juiz de Fora
Palavras-chave: Convergência de patenteamento. Painel de dados espacial. Patentes. Problema da unidade de área modificável.

Resumo

Este trabalho investiga a existência de convergência de patenteamento entre as microrregiões brasileiras. Para confirmar tal hipótese, foi estimado um painel espacial para dados de patentes referentes ao período 2000-2011, controlando-se fatores internos e externos que afetam a taxa de crescimento do patenteamento per capita. Além de microrregiões, também foram utilizadas mesorregiões e áreas de influência de cidades (Regic) para verificar a robustez dos resultados, ao mesmo tempo que se testa o problema da unidade de área modificável (Modifiable Areal Unit Problem – Maup). Dois resultados principais são constatados: existe um processo de convergência ou catching up tecnológico entre as microrregiões brasileiras; e a dependência espacial é sensível às diferentes escalas geográficas quando se estuda o crescimento do patenteamento per capita no Brasil.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Priscila Medeiros de Oliveira, Universidade Federal de Juiz de Fora

Mestranda em Economia. Universidade Federal de Juiz de Fora.

Eduardo Gonçalves, Universidade Federal de Juiz de Fora
Pesquisador do CNPq. Prof. Adjunto da Faculdade de Economia/UFJF.
Eduardo Simões de Almeida, Universidade Federal de Juiz de Fora
Pesquisador do CNPq. Prof. Adjunto da Faculdade de Economia/UFJF.

Referências

ABRAMOVITZ, M. Catching up, forging ahead, and falling behind. The Journal of Economic History, v. 46, n. 2, p. 385-406, 1986.

ACS, Z. J.; AUDRETSCH, D. Innovation and small firms. Cambridge: MIT Press, 1990.

_________. Patents as a measure of innovative activity. Kyklos – International Review for Social Sciences, v. 42, n. 2, p. 171-180, 1989.

ACS, Z. J.; AUDRETSCH, D. B.; FELDMAN, M. P. Real effects of academic research: comment. The American Economic Review, v. 82, n. 1, p. 363-367, 1992.

ALMEIDA, E.; GUIMARÃES, P. M. A análise de convergência de renda no Brasil e o problema de escala espacial. Juiz de Fora: Universidade Federal de Juiz de Fora, 2014. Mimeografado.

ANSELIN, L. Spatial econometrics: methods and models. Boston: Kluwer Academic, 1988.

ARAÚJO, V. C. Dimensão local da inovação no Brasil: determinantes e efeitos de proximidade. 2013. 188 fls. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) – Escola Politécnica, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013.

ARAÚJO, B. C.; CAVALCANTE, L. R.; ALVES, P. Variáveis proxy para os gastos empresariais em inovação com base no pessoal ocupado técnico-científico disponível na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). Radar: Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, v. 5, p 16-21, 2009.

ARBIA, G. Spatial econometrics: statistical foundations and applications to regional convergence. Berlin: Springer, 2006.

AZZONI, C. R. Rentabilidade da indústria no interior de São Paulo. São Paulo: Instituto de Pesquisas Econômicas – IPE/USP, 1990. Mimeografado.

BARRO, R. J.; SALA-I-MARTIN, X. Convergence. Journal of Political Economy, v. 100, n. 2, p. 223-251, 1992.

BAUMOL, W. J. Productivity growth, convergence, and welfare: what the long-run data show. The American Economic Review, n. 76, p. 1072-1085, 1986.

BILBAO-OSORIO, B.; RODRÍGUEZ-POSE, A. From R&D to innovation and economic growth in the EU. Growth and Change, v. 35, n. 4, p. 434-455, 2004.

CARLINO, G. A.; CHATTERJEE, S.; HUNT, R. M. Urban density and the rate of invention. Journal of Urban Economics, v. 61, n. 3, p. 389-419, 2007.

CEH, B. Regional innovation potential in the United States: evidence of spatial transformation. Papers in Regional Science, v. 80, n. 3, p. 297-316, 2001.

COE, D.; HELPMAN, E. International R&D spillovers. European Economic Review, v. 39, n. 5, p. 859-887, 1995.

DE LONG, J. B. Productivity growth, convergence, and welfare: comment. The American Economic Review, v. 78, n. 5, p. 1138-1154, 1988.

DINIZ, C. C. Desenvolvimento poligonal no Brasil: nem desconcentração nem contínua polarização. Revista Nova Economia, v. 3, n. 1, p. 35-61, 1993.

ELHORST, J. P. Specification and estimation of spatial panel data models. International Regional Sciences Review, v. 26, n. 3, p. 244-268, 2003.

FAGERBERG, J. Technology and international differences in growth rates. Journal of Economic Literature, v. 32, n. 3, p. 1147-1175, 1994.

FELDMAN, M. P. The new economics of innovation, spillovers and agglomeration: a review on empirical studies. Economics of Innovation and Technology, v. 8, p. 5-25, 1999.

FELDMAN, M. P.; FLORIDA, R. The geographic sources of innovation: technological infrastructure and product innovation in the United States. Annals of the Association of American Geographers, v. 84, n. 2, p. 210-229, 1994.

FREITAS, M. V.; GONÇALVES, E.; MONTENEGRO, R. L. G. Desigualdade tecnológica, convergência espacial e transbordamentos: uma análise por estados brasileiros (1990-2001). Revista Brasileira de Estudos Regionais e Urbanos, v. 4, p. 1-21, 2010.

GLAESER, E. L.; KALLAL, H.; SCHEINKMAN, J.; SHLEIFER, A. Growth in cities. Journal of Political Economy, v. 100, p. 1126-1153, 1992.

GONÇALVES, E. A distribuição espacial da atividade inovadora brasileira: uma análise exploratória. Estudos Econômicos, v. 37, n. 2, p. 405-433, 2007.

GONÇALVES, E.; ALMEIDA, E. S. Innovation and spatial knowledge spillovers: evidence from Brazilian patent data. Regional Studies, v. 43, p. 513-528, 2009.

GRILICHES, Z. The search for R&D spillovers. Scandinavian Journal of Economics, v. 94, p. 29-47, 1992.

GUSSO, D. Agentes da inovação: quem os forma, quem os emprega. Tecnologia, exportação e emprego. Brasília: Ipea, 2006. p. 397-444.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Divisão Urbano-Regional. Rio de Janeiro, 2013.

JACOBS, J. The economy of cities. Nova York: Random House, 1969.

KELLER, W. Are international R&D spillovers trade related? Analyzing spillovers among randomly matched trade partners. European Economic Review, v. 42, n. 8, p. 1469-1481, 1998.

KRUGMAN, P. Geography and trade. Cambridge, MA: MIT Press, 1991.

LEMOS, M. B.; MORO, S.; DOMINGUES, E. P.; RUIZ, R. M. A organização territorial da indústria no Brasil. In: NEGRI J. A.; SALERMO M. (Ed.). Inovação, padrões tecnológicos e desempenho das firmas industriais brasileiras. Brasília: Ipea, 2005.

LEMOS, M. B.; CAMPOS, B.; BIAZI, E.; SANTOS, F. Capacitação tecnológica e catching up: o caso das regiões metropolitanas emergentes brasileiras. Revista de Economia Política, v. 26, n. 1, p. 95-118, 2006.

LeSAGE, J. P.; PACE, R. K. Introduction to spatial econometrics. Boca Raton, Flórida: Chapman and Hall/CRC; Press, Taylor & Francis Group, 2009.

LUCAS, R. E. On the mechanics of economic development. Econometric Society Monographs, v. 29, p. 61-70, 1988.

MANKIW, N. G.; ROMER, D.; WEIL, D. N. A contribution to the empirics of economic growth. The Quarterly Journal of Economics, v. 107, n. 2. p. 407-437, 1992.

MONTENEGRO, R. L.; GONÇALVES, E.; ALMEIDA, E. Dinâmica espacial e temporal da inovação no estado de São Paulo: uma análise das externalidades de diversificação e especialização. Estudos Econômicos, v. 41, n. 4, p. 743-776, 2011.

MORENO, R.; PACI, R.; USAI, S. Spatial spillovers and innovation activity in European regions. Environment and Planning A, v. 37, p. 1793-1812, 2005.

NAGAOKA, S.; MOTOHASHI, K.; GOTO, A. Patent statistics as an innovation indicator. In: HALL; B. H.; ROSENBERG, N. (Ed.). Handbook of Economics of Innovation. Amsterdam: Elsevier, 2010. cap. 5.

O’HUALLACHÁIN, B.; LESLIE, T. F. Spatial convergence and spillovers in American invention. Annals of the Association of American Geographers, v. 95, n. 4, p. 866-886, 2005.

PESARAN, M. H. A simple panel unit root test in the presence of cross-section dependence. Journal of Applied Econometrics, v. 22, n.2, p. 265-312, 2007.

RESENDE, G. M.; DE CARVALHO, A. X. Y.; SAKOWSKI, P. A. M.; CRAVO, T. A. Evaluating multiple spatial dimensions of economic growth in Brazil using spatial panel data models. The Annals of Regional Science, v. 56, n. 1, p. 1-31, 2016.

RIBEIRO, E. C. A.; GONÇALVES, E.; FREGUGLIA, R. S. Transbordamentos de conhecimento e capacidade de absorção: uma análise para os estados brasileiros. Economia, Brasília, v. 14, p. 3-27, 2013.

ROMER, P. Endogenous technological change. Journal of Political Economy, v. 98, p. 71-102, 1990.

SALA-I-MARTIN, X. The classical approach to convergence analysis. Economic Journal, Royal Economic Society, v. 106, n. 437, p. 1019-36, 1996.

SIMÕES, R.; BAESSA, A.; CAMPOLINA, B.; SILVA, L. A distribuição espacial da produção científica e tecnológica brasileira: uma descrição de estatísticas de produção local de patentes e artigos científicos. Revista Brasileira de Inovação, v. 1, n. 2, p. 225-251, 2002.

SIMÕES, R.; OLIVEIRA, A.; GITIRANA, A.; CUNHA, J.; CAMPOS, M.; CRUZ, W. A geografia da inovação: uma metodologia de regionalização das informações de gastos em P&D no Brasil. Revista Brasileira de Inovação, v. 4, n. 1, p. 157-185, 2009.

SOLOW, R. M. A contribution to the theory of economic growth. Quarterly Journal of Economics, v. 70, p. 65-94, 1956.

STAKHOVYCH, S.; BIJMOLT, T. H. Specification of spatial models: a simulation study on weights matrices. Papers in Regional Science, v. 88, n. 2, p. 389-408, 2009.

USAI, S. The geography of inventive activity in OECD regions. Regional Studies, v. 45, n. 6, p. 711-731, 2011.

VARGA, A. University research and regional innovation: a spatial econometric analysis of academic technology transfers. New York: Springer Science & Business Media, 1998. v. 13.

WOOLDRIDGE, J. M. Econometric analysis of cross section and panel data. Cambridge, MA: MIT press, 2010.

Publicado
2016-08-28
Como Citar
Oliveira, P. M. de, Gonçalves, E., & Almeida, E. S. de. (2016). Existe convergência de patenteamento no Brasil?. Revista Brasileira De Inovação, 15(2), 335-364. https://doi.org/10.20396/rbi.v15i2.8649133
Seção
Artigos