A armadilha da baixa complexidade em Minas Gerais: o desafio da sofisticação econômica em um estado exportador de commodities

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/rbi.v17i1.8650857

Palavras-chave:

Complexidade econômica. Desenvolvimento. Product space. Comércio exterior.

Resumo

Minas Gerais convive, há décadas, com o desafio da sofisticação econômica. Na tentativa de construir caminhos para a transformação de sua economia, o governo de Minas Gerais lançou a plataforma Dataviva, possibilitando a aplicação da abordagem da complexidade econômica no âmbito de políticas públicas de desenvolvimento. O artigo visa contribuir para essa reflexão, por meio da análise da complexidade econômica dos estados brasileiros no período entre 2002 e 2014, com foco em Minas Gerais. A pesquisa revela que a economia mineira está presa em uma “armadilha de baixa complexidade”, o que demanda uma intensa colaboração entre os setores público e privado para a descoberta e investimento em atividades que contribuam para a sofisticação econômica.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Fernanda Cimini Salles, Universidade Federal de Minas Gerais

Doutora em Ciências Humanas (Sociologia) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com doutorado sanduíche em Ciência Política no Massachusetts Institute of Technology (MIT). Mestre em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e Bacharel em Relações Internacionais pela mesma instituição (PUC-MG). Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Trabalhou na área de negociações internacionais e comércio exterior do Governo do Estado de Minas Gerais (2008-2014). Professora Adjunta do Departamento de Economia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Elisa Maria Pinto da Rocha, Fundação João Pinheiro

Doutora em Ciências da Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais (2003), mestrado em Economia pela Universidade Federal de Viçosa (1986) e graduação em Ciências Econômicas pela PUC-MG (1982). É assessora-chefe da Assessoria de Gestão do Conhecimento da Fundação João Pinheiro (FJP/AGC), onde atua como pesquisadora e professora da Escola de Governo como professora do Programa de Mestrado em Administração Pública e do Curso Superior de Administração Pública. É Professora do Curso de Engenharia da Produção da Universidade de Itaúna.

Ivana Villefort de Bessa Porto, Universidade Federal de Minas Gerais

Graduada em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Minas Gerais (2013).

Felipe Lopes Vieira Vasconcelos, Governo de Minas Gerais

Graduado em Administração Pública pela Fundação João Pinheiro. Trabalha atualmente como Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental na Superintendência de Planejamento, Gestão e Finanças da Polícia Civil de Minas Gerais (SPGF/PCMG). Realizou pós-graduação em Comércio Exterior pela ABRACOMEX, instituição parceira da MIB (Massachusetts Institute of Business), com dupla certificação Brasil-EUA.

Referências

BDMG – Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais. Diagnóstico da economia mineira: diagnóstico. Belo Horizonte: BDMG, 1968.

BDMG – Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais. Economia mineira 1989: diagnóstico e perspectivas. Belo Horizonte: BDMG, v. 1, 1989.

BDMG – Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais. Minas Gerais do século XXI. Belo Horizonte: Rona Editora, 2002.

BRESSER-PEREIRA, L. C.; GALA, P. Macroeconomia estruturalista do desenvolvimento. Revista de Economia Política, v. 30, n. 4, p. 663-686, 2010.

BRESSER-PEREIRA, L. C. Reflecting on new developmentalism and classical developmentalism. Revista de Economia Política, v. 36, n. 2, p. 237-265, 2016.

CAMARGO, J.; GALA, P. The resource curse reloaded: revisiting the Dutch disease with economic complexity analysis. São Paulo: Fundação Getúlio Vargas, 2017 (Working Paper, n. 448).

CAMPOLINA, B; CAVALCANTE, A. Economia minerária e seu impacto urbano: desafios e contradições na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Redes - Santa Cruz do Sul: Universidade de Santa Cruz do Sul, v. 22, n. 1, janeiro-abril, 2017.

CORDEN, W. M. Booming sector and Dutch disease economics: survey and consolidation. Oxford Economic Papers, v. 36, n. 3, p. 359-380, 1984.

FREITAS, E. E.; PAIVA, E. A. Diversificação e sofisticação das exportações: uma aplicação do product space aos dados do Brasil. Revista Econômica do Nordeste, v. 46, n. 3, p. 79-98, 2016.

FJP – Fundação João Pinheiro. Perfil de Minas Gerais 2013. Belo Horizonte, 2013. Disponível em: http://www.fjp.mg.gov.br/PerfildeMinasGerais2013.pdf. Acesso em: 9 jan. 2016.

FJP – Fundação João Pinheiro. Produto Interno Bruto de Minas Gerais. Relatório Anual de 2014. Disponível em: http://www.fjp.mg.gov.br/index.php/docman/cei/pib/pib-anuais/664-monitor-fjp-relatorio-anual-do-pibmg-2014-completo/file. Acesso em: 16 dez. 2016.

FURTADO, C. Desenvolvimento e subdesenvolvimento. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1961.

HARTMANN, D. et al. Linking economic complexity, institutions, and income inequality. World Development, v. 93, p. 75-93, 2017.

HAUSMANN, R.; HWANG, J.; RODRIK, D. What you export matters. Journal of Economic Growth, v. 12, p. 1-25, 2007.

HAUSMANN, R.; KLINGER, B. The structure of the product space and the evolution of comparative advantage. Cambridge, MA: Center for International Development, Harvard University, 2007 (CID Working Paper, n. 146).

HAUSMANN, R.; HIDALGO, C. A. The network structure of economic output. Journal of Economic Growth, v. 16, n. 4, p. 309-342, 2011.

HAUSMANN, Ricardo et al. The atlas of economic complexity: mapping paths to prosperity. Cambridge, MA: MIT Press, 2014.

HAUSMANN, R.; ESPINOZA, L.; SANTOS, M. A. Diagnostico de crecimiento de Chiapas: la trampa de la baja productividad. Cambridge, MA: Center for International Development, Harvard University, 2015 (CID Working Paper, n. 304).

HIDALGO, C. A. et al. The product space conditions the development of nations. Science, v. 317, n. 5837, p. 482-487, 2007.

HIDALGO, C. A.; HAUSMANN, R. The building blocks of economic complexity. Proceedings of the National Academy of Sciences, v. 106, n. 26, p. 10570-10575, 2009.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia E Estatística. Contas Regionais do Brasil: 2010-2014. Rio de Janeiro: IBGE, 2016 (Contas Nacionais, n. 53). Disponível em: http://biblioteca.ibge.gov.br/pt/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=298881. Acesso em: 20 ago. 2017.

JANKOWSKA, A.; NAGENGAST, A.; PEREA, J. R. The middle-income trap: comparing Asian and Latin American experiences. OECD Development Centre Policy Insights, n. 96, 2012.

KALDOR, N. Causes of the slow rate of economic growth of the United Kingdom. Cambridge: Cambridge University Press, 1966.

LALL, S. Technological capabilities and industrialization. World Development, v. 20, n. 2, p. 165-186, 1992.

MEDEIROS, C. Natural resources nationalism and development strategies. Circus, jun. 2012. Disponível em: http://grupolujan-circus.blogspot.com.br/2012/06/natural-resourses-nationalism-and.html. Acesso em: 14 jul. 2014.

MISSIO, F.; JAYME, F. OREIRO, J. L. The structuralist tradition in economics: methodological and macroeconomics aspects. Brazilian Journal of Political Economy, v. 35, n. 2, p. 247-266, 2015.

NU.CEPAL Naciones Unidas. Comisión Económica para América Latina y el Caribe. Recursos naturales: situación y tendencias para una agenda de desarrollo regional en América Latina y el Caribe. Cepal, 2013.

PALMA, G. Four sources of “de-industrialisation” and a new concept of the “Dutch disease”. In: OCAMPO, J. A. (ed.). Beyond reforms: structural dynamics and macroeconomic vulnerability. New York: Stanford University Press and World Bank, 2005.

PREBISCH, R. O desenvolvimento econômico da América Latina e seus principais problemas. Revista Brasileira de Economia, v. 3, n. 3, p. 47-111, 1949.

RODRIK, D. The past, present, and future of economic growth. Global Citizen Foundation, June 2013a (Working Paper, n. 1). Disponível em: http://www.gcf.ch/wp-content/uploads/2013/06/GCF_Rodrik-working-paper-1_-6.17.131.pdf.

RODRIK, D. Structural change, Fundamentals, and Growth: an overview. 2013b (Working paper). Disponível em: https://drodrik.scholar.harvard.edu/files/dani-rodrik/files/structural-change-fundamentals-and-growth-an-overview_revised.pdf.

SACHS, J. D.; WARNER, A. M. Natural resource abundance and economic growth. National Bureau of Economic Research, 1995 (NBER Working Paper Series, n. 5398).

Downloads

Publicado

2017-10-30

Como Citar

SALLES, F. C.; ROCHA, E. M. P. da; PORTO, I. V. de B.; VASCONCELOS, F. L. V. A armadilha da baixa complexidade em Minas Gerais: o desafio da sofisticação econômica em um estado exportador de commodities. Revista Brasileira de Inovação, Campinas, SP, v. 17, n. 1, p. 33–62, 2017. DOI: 10.20396/rbi.v17i1.8650857. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rbi/article/view/8650857. Acesso em: 26 maio. 2022.

Edição

Seção

Artigos