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A inserção do Rio de Janeiro na rede de conhecimento de petróleo offshore
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Palavras-chave

Rede de conhecimento
Perfuração offshore
Patentes

Como Citar

FRANÇOSO, Mariane Santos; HIRATUKA, Celio. A inserção do Rio de Janeiro na rede de conhecimento de petróleo offshore. Revista Brasileira de Inovação, Campinas, SP, v. 19, p. e0200025, 2020. DOI: 10.20396/rbi.v19i0.8658380. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rbi/article/view/8658380. Acesso em: 20 jul. 2024.

Resumo

Em um contexto de redes de produção globais, as cidades são os locais do processo de geração de conhecimento, pois reúnem uma variedade de atores e ativos necessários para essa atividade sofisticada. A geração de conhecimento envolve a interação entre muitos atores localizados dentro da cidade, como empresas, universidades e centros de pesquisa, e também entre atores de diferentes cidades, constituindo uma forma de rede. No entanto, nem todas as cidades conseguem fazer parte dessa rede, e a literatura tem sido focada nas cidades do Norte Global e nas indústrias de alta tecnologia. Considerando essas questões, este artigo tem como objetivo mapear e investigar a rede de conhecimento no segmento de petróleo offshore, mostrando se (e como) as cidades do Sul global de países ricos em recursos naturais estão inseridas nesta rede. A análise é realizada no nível da cidade, destacando as cidades que aparecem como importantes locais de geração de conhecimento. Para atender a esses objetivos, criamos um banco de dados de patentes, desenvolvido a partir de patentes concedidas pelo USPTO entre 2007 e 2017, desenhamos uma rede com base na localização dos inventores e aplicamos a análise k-core. Descobrimos que o Rio de Janeiro é a única cidade de um país do Sul global e rico em recursos naturais, que aparece nas camadas mais centrais da rede. Identificamos que a inserção do Rio de Janeiro é baseada em dois grupos de atores que desempenham papéis diferentes, e que a inserção da cidade na rede é altamente influenciada pelo NOC local, a Petrobras.

https://doi.org/10.20396/rbi.v19i0.8658380
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