Reificação, representação e instanciação: Georg Lukács contra seus intérpretes

Autores

  • Timothy Bewes Brown University

DOI:

https://doi.org/10.20396/remate.v35i1.8641504

Palavras-chave:

Georg Lukács. Axel Honneth. Kevin Floyd. Reificação. Representação. Instanciação

Resumo

De acordo com História e Consciência de Classe de Georg Lukács, o pensamento e a existência são “aspectos reais de um mesmo processo histórico e dialético”. A simultaneidade do pensamento e da existência é obscurecido pela reificação, entendida por Lukács como a lógica das relações capitalistas. Meu argumento é que as implicações de sua grande inovação conceitual para se compreender as relações entre o capitalismo e a representação têm sido eclipsados por comentários recentes sobre o conceito de reificação. Ao me aproximar criticamente dos comentários recentes ( por Axel Honneth e Kevin Floyd), os quais tendem a ver a reificação enquanto um modo de representação e não uma lógica, argumento por um retorno e clarificação do conceito de reificação de Lukács como melhor meio de se orientar na lógica contemporânea da racionalidade capitalista.

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Biografia do Autor

Timothy Bewes, Brown University

Professor do Departamento de Inglês da Brown University. É o autor de Cynicism and Postmodernity (Verso 1997); Reification, or The Anxiety of Late Capitalism (Verso 2002); e The Event of Postcolonial Shame (Princeton UP, 2011). Também editou várias coleções de ensaios, incluindo Jacques Rancière and the Novel (Duke UP, 2014), The Contemporary Novel: Imagining the Twenty-First Century (Duke UP, 2012), Georg Lukács: The Fundamental Dissonance of Existence (Continuum, 2011, com Timothy Hall), Cultural Capitalism (Lawrence and Wishart 2001, com Jeremy Gilbert), assim como um número especial de New Formations intitulado After Fanon (2002). Seus artigos apareceram em revistas tais como New Left Review, New Literary History, Textual Practice, Contemporary Literature, Parallax, Genre, Differences, Twentieth Century Literature e Cultural Critique

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Publicado

2015-04-22

Como Citar

BEWES, T. Reificação, representação e instanciação: Georg Lukács contra seus intérpretes. Remate de Males, Campinas, SP, v. 35, n. 1, p. 13–37, 2015. DOI: 10.20396/remate.v35i1.8641504. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8641504. Acesso em: 14 ago. 2022.