A organicidade musical de Divina Quimera (1916), de Eduardo Guimaraens

Autores

  • Ellen Guilhen Universidade Estadual de Campinas
  • Andréia Anhezini Universidade Estadual de Maringá

DOI:

https://doi.org/10.20396/remate.v37i1.8647563

Palavras-chave:

Prelúdio. Forma-sonata. Fantasia.

Resumo

A grande contribuição da leitura musical de Divina Quimera aqui proposta: explicar como um livro de poemas pode ser ordenado sem apresentar uma progressão temática ou uma sequência narrativa. Os paralelos com as formas musicais prelúdio, forma-sonata e fantasia nos ajudarão a entender esta unidade estabelecida em outra clave – a que mantém os sentidos em suspensão, e o voo em abertura.

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Biografia do Autor

Ellen Guilhen, Universidade Estadual de Campinas

Possui graduação (Bacharelado e Licenciatura) em Letras (2003) e mestrado em Teoria e História Literária (2008) pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP. No momento conclui, nesta mesma universidade, sua pesquisa de doutorado acerca da estrutura musical da Divina Quimera, de Eduardo Guimaraens. Ministrou Teoria e análise da poesia em cursos de pós-graduação. Professora de Literatura e Redação para Ensino Médio, adquiriu grande experiência na correção de textos. Academicamente, atua nos seguintes temas: poesia, literatura e outras artes, literatura do século XIX, Ofélia (Hamlet) e Simbolismo.

Andréia Anhezini, Universidade Estadual de Maringá

Possui graduação em Composição e Regência pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1996). É Mestre em Música, na área de concentração Processos de Criação Musical e linha de pesquisa Técnicas Composicionais e Questões Interpretativas pela Universidade de São Paulo (USP). Desde 2005 é docente na Universidade Estadual de Maringá na área de Regência. Tem experiência na área de Música, com ênfase em Canto Coral, atuando principalmente nos seguintes temas: canto coral, performance coral, repertório coral, canto e regência.

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Publicado

2017-08-28

Como Citar

GUILHEN, E.; ANHEZINI, A. A organicidade musical de Divina Quimera (1916), de Eduardo Guimaraens. Remate de Males, Campinas, SP, v. 37, n. 1, p. 37–57, 2017. DOI: 10.20396/remate.v37i1.8647563. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8647563. Acesso em: 28 maio. 2022.

Edição

Seção

1. O livro como organismo poético-musical