A poesia incógnita: elementos para um estudo da poética do Spleen de Paris

Autores

  • Eduardo Horta Nassif Veras Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.20396/remate.v37i1.8648004

Palavras-chave:

Poesia em prosa. Poesia moderna. Antimodernidade. Baudelaire.

Resumo

Este artigo propõe uma leitura do Spleen de Paris, de Baudelaire, como um organismo poético significativo, a despeito de seu caráter fragmentado e das manipulações editoriais a que o livro foi submetido em sua publicação póstuma. Após uma análise dos principais problemas editoriais que permeiam o livro, proponho uma interpretação do conjunto a partir da imagem do poeta incógnito, desdobrando-a na imagem daquilo que nomeio a "poesia incógnita", isto é, uma poesia que se disfarça para frequentar o espaço comum dos jornais, sem, contudo, abrir mão de seu pontencial crítico.

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Biografia do Autor

Eduardo Horta Nassif Veras, Universidade Estadual de Campinas

Desenvolve pesquisa de pós-doutorado sobre a obra de Charles Baudelaire junto à Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), sob a supervisão do professor Dr. Marcos Siscar. Doutor em Literatura Comparada (2013) e mestre em Literatura Brasileira (2009) pela UFMG, cursou estágios de doutorado (2010-2011) e pós-doutorado (2015) na Université Paris-Sorbonne sob a supervisão do professor Dr. André Guyaux. Dedica-se ao estudo da poesia moderna e contemporânea, com ênfase nas tradições francófona e lusófona.

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Publicado

2017-08-28

Como Citar

VERAS, E. H. N. A poesia incógnita: elementos para um estudo da poética do Spleen de Paris. Remate de Males, Campinas, SP, v. 37, n. 1, p. 93–116, 2017. DOI: 10.20396/remate.v37i1.8648004. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8648004. Acesso em: 28 maio. 2022.

Edição

Seção

2. Entre o fragmento e o livro, a prosa e a poesia