A volta de siracusa: a negação platônica

Autores

  • Henning Teschke Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.20396/remate.v37i1.8649239

Palavras-chave:

Negação. Ontologia. Política.

Resumo

A parábola da caverna platônica teve êxito incomparável não apenas na história da filosofia. As épocas ulteriores se reconheceram nela facilmente, pois o gesto inaugural da metafísica, a distinção da esfera da verdade daquela da ilusão, proporcionou e mesmo exigiu denominações variáveis do interior e do exterior, dos presos e dos libertados, do fechamento e da saída. Nesse conjunto um papel central cabe à negação. O seu estatuto ontológico-politico em Platão será reconfigurado pela filosofia presente no esboço da Ideia da igualdade.

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Biografia do Autor

Henning Teschke, Universidade Estadual de Campinas

Professor de Teoria Literária e Teoria da Sociedade na UNICAMP. Foi Professor de Letras na UNIFESP 2014-2015. Foi Professor visitante de Teoria Literária na Unicamp 2011-2013. Obteve o mestrado em Filosofia summa cum laude na Université Paris I, Sorbonne. Seu doutorado (magna cum laude) foi feito na Freie Universität Berlin. 

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Publicado

2017-08-28

Como Citar

TESCHKE, H. A volta de siracusa: a negação platônica. Remate de Males, Campinas, SP, v. 37, n. 1, p. 449–470, 2017. DOI: 10.20396/remate.v37i1.8649239. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8649239. Acesso em: 26 jan. 2022.