Negritude e criação como devir no pós-colonialismo, segundo de Souleymane Bachir Diagne

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DOI:

https://doi.org/10.20396/remate.v41i1.8662088

Palavras-chave:

Pós-Colonialismo, Senghor, Iqbal

Resumo

Este texto visa a apresentar o livro do filósofo senegalês Souleymane Bachir Diagne Bergson pós-colonial (2018), no qual investiga como a duração, o vitalismo e a intuição do autor de Matéria e memória levaram dois intelectuais distintos, Léopold Sédar Senghor e Muhammad Iqbal, a rever a identidade como uma categoria fixa e o Islã como uma religião estagnada, respectivamente. Estadista e poeta, o senegalês Senghor propôs uma perspectiva da negritude como questão em aberto, formulada pela práxis, e da arte africana como força telúrica e dionisíaca. Por sua vez, o indiano Iqbal combinou o conhecimento do Corão com a filosofia ocidental para sugerir uma cosmologia em processo contínuo de transformação e a partilha da atividade criadora entre o homem e a divindade.

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Biografia do Autor

Larissa Costa da Mata, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira

Doutorado em Programa de Pós Graduação em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina
com período sanduíche em Yale University. Professora substituta de Teoria da Literatura da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), Campus dos Malês, BA.

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Publicado

2021-06-23

Como Citar

MATA, L. C. da. Negritude e criação como devir no pós-colonialismo, segundo de Souleymane Bachir Diagne. Remate de Males, Campinas, SP, v. 41, n. 1, p. 275–283, 2021. DOI: 10.20396/remate.v41i1.8662088. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8662088. Acesso em: 22 out. 2021.