A lira da razão

a invenção do romantismo no Rio de Janeiro regencial

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/remate.v41i2.8666567

Palavras-chave:

Regência, Romantismo, História literária

Resumo

Desde que os primeiros estudos sobre a história da literatura brasileira foram publicados no século XIX, consolidou-se uma interpretação do advento do romantismo como um momento particular no processo de emergência da consciência nacional. Esse pressuposto é baseado em uma ideia (mesmo quando não explicitada) de unidade que permeia ambos os processos. Esse artigo argumenta que no interior das incertezas do contexto brasileiro, o romantismo fornece um conjunto de elementos estéticos que serão apropriados e significados por diferentes grupos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Jefferson Cano, Universidade Estadual de Campinas

Doutorado em História pela Universidade Estadual de Campinas. Professor do Departamento de Teoria Literária (IEL) pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Referências

CANO, Jefferson. Áticos e beócios na República das Letras: aspectos da opinião pública no Rio de Janeiro (1836-1837). Cadernos Arquivo Edgard Leuenroth (Unicamp), Campinas, v. 9, n. 16/17, 2002, pp. 15-52.

DENIS, Ferdinand. Résumé de l’histoire littéraire du Portugal suivi du résumé de l’histoire littéraire du Brésil. Paris: Lecointe et Durey, Libraires, 1826.

Diário do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1836-1839.

FERRETTI, Danilo José Zioni. Projeto intelectual e inserção política dos primeiros românticos brasileiros: o Jornal dos Debates Políticos e Literários. In: BARATA, Alexandre Mansur; Martins, Maria Fernanda Vieira; Barbosa, Silvana Mota (Orgs.). Dos poderes do Império: culturas políticas, redes sociais e relações de poder no Brasil do século XIX. Juiz de Fora: Editora da UFJF, 2014, pp. 55-80.

HOMEM, Francisco de Salles Torres. Suspiros poéticos e saudades, por D. J. G. de Magalhaens. Paris, 1856. Um vol. in-8° [Resenha]. Nitheroy – Revista Brasiliense – Sciencias, Lettras, Artes, T. 2. Paris: Dauvin et Fontaine Libraires, 1836, pp. 246-256.

HUGO, Victor. Hernani ou l’honneur castillan. Paris: Barba/Palais Royal/Grande Cour, 1830.

Jornal do Commercio, Rio de Janeiro, 1831-1839.

Jornal dos Debates Políticos e Literários, Rio de Janeiro, 1837-1838.

MAGALHAENS, Domingos José Gonçalves de. Suspiros poéticos, e saudades. Paris: Dauvin et Fontaine Libraires, 1836b.

MAGALHAENS, Domingos José Gonçalves de. Ensaio sobre a história da literatura do Brasil. Nitheroy – Revista Brasiliense – Sciencias, Lettras, Artes, T. 1. Paris: Dauvin et Fontaine Libraires, 1836a, pp. 132-159.

MAGALHAENS, Domingos José Gonçalves de. Olgiato. Rio de Janeiro: Typographia Imparcial de F. de Paula Brito, 1841.

MAGALHÃES, Domingos José Gonçalves de. Antonio José ou o poeta e a inquisição. Rio de Janeiro: Typographia Imparcial de F. de Paula Brito, 1839.

O Chronista, Rio de Janeiro, 1836-1839;

O Despertador, Rio de Janeiro, 1838-1839.

Porto Alegre; Gonçalves de Magalhães. Cartas a Monte Alverne. São Paulo: Conselho Estadual de Cultura, 1964.

STAËL, Madame de. Oeuvres complètes de Madame la Baronne de Staël. Tome X: De l’Allemagne. Paris: Treuttel et Würtz, Libraires, 1820.

WELLEK, René. The Concept of “Romanticism” in Literary History. I: The Term “Romantic” and its Derivatives. Comparative Literature, v. 1, n. 1, Winter, 1949, pp. 1-23.

Downloads

Publicado

2021-12-30

Como Citar

CANO, J. A lira da razão: a invenção do romantismo no Rio de Janeiro regencial. Remate de Males, Campinas, SP, v. 41, n. 2, p. 467–488, 2021. DOI: 10.20396/remate.v41i2.8666567. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8666567. Acesso em: 23 maio. 2022.