História Oral e História Pública: os caminhos para a posse da terra na Favela Vila Operária

Palavras-chave: Favela. História oral. História pública.

Resumo

No final do século XIX, início do século XX, embora ainda constituíssem locais pouco numerosos, as favelas já se apresentavam como áreas que preocupavam. A favela Vila Operária, surgiu em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a partir da ocupação de um morro não habitado. Preocupava alguns políticos locais além do legítimo proprietário por não conseguir reaver sua propriedade sob o controle dos migrantes. Estes, desde o início, fortaleciam sua identidade social por meio de um novo enraizamento que se sustentava na ocupação da terra. A Prefeitura negociou em segredo a compra deste morro a partir de  2008. Quando tornei esta história pública em 2013, a Prefeitura foi obrigada a reconhecer, por  interferência do Poder Judiciário, que os moradores tinham direito à posse desta terra. A História Oral e sua publicação tornaram reais o sonho de 1958.

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Biografia do Autor

Denize Ramos Ferreira, Universidade Estadual de Campinas

Possui graduação em História. Atualmente é pesquisadora associada à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) pelo Laboratório de Estudos das Diferenças e Desigualdades Sociais (LEDDES). Fez parte do Laboratório de Estudos do Tempo Presente (UFRJ). Mestre em História Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professora de História. Tem experiência na área de História com ênfase em História do Brasil, atuando principalmente nos seguintes temas: Baixada Fluminense, memória, vulnerabilidade social, Ditadura Civil- Militar, favela, partido comunista, clientelismo, periferia, esterritorialização. Pesquisa atualmente a atuação do Partido Comunista Brasileiro em favelas da periferia do Rio de Janeiro por meio da metodologia de História Oral e História Pública.

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Publicado
2015-01-22
Como Citar
Ferreira, D. R. (2015). História Oral e História Pública: os caminhos para a posse da terra na Favela Vila Operária. Resgate: Revista Interdisciplinar De Cultura, 22(2), 23-30. https://doi.org/10.20396/resgate.v22i28.8645775