A Arte Moderna no Brasil e o seu processo de institucionalização

Palavras-chave: Arte – Brasil. Arte moderna. Crítica de arte. História da arte.

Resumo

Este texto faz uma análise panorâmica do processo de institucionalização da arte moderna no Brasil, acompanhando as principais publicações sobre a arte moderna brasileira nas décadas de 1920 a 1950. Temos com o objetivo fazer uma investigação sobre o uso dos termos ‘arte moderna’ e ‘modernismo’ em um conjunto de publicações que abarcam o período de 1922 às primeiras Bienais. Tentarei desta forma, traçar um roteiro de estudo e uma listagem das principais referências bibliográficas da época, fornecendo assim subsídios para pesquisa da história da crítica de arte e da historiografia do modernismo brasileiro a partir de fontes primárias. Buscarei fundamentalmente acompanhar, nesta série de publicações, o processo de institucionalização da arte moderna no Brasil, em especial em São Paulo e no Rio de Janeiro, tendo como critério o desenvolvimento da crítica de arte em textos testemunhais, jornalísticos e acadêmicos que foram posteriormente publicados em formato de livro e que ainda serem como referencia para a historiografia atual.

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Biografia do Autor

Ana Maria Pimenta Hoffmann, Universidade Federal de São Paulo

Possui bacharelado em História pela Universidade Estadual de Campinas (1995), mestrado em História pela Universidade Estadual de Campinas (2002) e doutorado em Artes pela Universidade de São Paulo (2007). Atualmente, é professora adjunta do Departamento de História da Arte da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH), da Unifesp. Atua e pesquisa nas áreas de História da Arte Brasileira, História da Arte Moderna e Contemporânea, História da Crítica de Arte e História de arquivos e coleções artísticas. 

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Publicado
2017-09-14
Como Citar
Hoffmann, A. M. P. (2017). A Arte Moderna no Brasil e o seu processo de institucionalização. Resgate: Revista Interdisciplinar De Cultura, 25(1), 29-46. https://doi.org/10.20396/resgate.v25i1.8648341