Diretrizes curriculares da farmácia versus ENADE: a ótica docente

  • Joice Nedel Ott Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
  • Eva Teresinha de Oliveira Boff Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul
  • Ivan Carlos Antonello Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
  • Mario Bernardes Wagner Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
  • Bartira Ercília Pinheiro da Costa Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Palavras-chave: Ensino superior. Currículo. Avaliação. Educação em saúde. Farmácia.

Resumo

O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE) integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) como um componente curricular obrigatório nos cursos de graduação brasileiros. O objetivo deste trabalho foi analisar a opinião dos professores sobre as questões do ENADE para o curso de Farmácia em 2010, analisando se eram condizentes com as orientações preconizadas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de Farmácia (DCNF). Através do Qualtrics Survey Software, foram elaborados quatro questionários, enviados por meio digital a professores alocados a 18 cursos de Farmácia das instituições públicas e privadas do Estado do Rio Grande do Sul (RS). No total, 131 docentes avaliaram a prova do ENADE 2010. Na opinião dos professores a adequação das questões Específicas alcançou grau médio 7,78±2,22, sendo percebido que 63% das questões eram relacionadas à capacidade de exercício em fármacos e medicamentos, 45,5% a habilidade crítico-reflexiva e 45,3% atuação interdisciplinar. Já as questões de Formação Geral alcançaram nota média 5,16±2,87, auxiliando na compreensão da realidade social, cultural e econômica do meio no qual o profissional estivesse inserido 42,8%, com caráter crítico-reflexivo 32,2%, humanista 12,2% e ético 10,6%. Verificou-se que na opinião dos professores a prova de Farmácia do ENADE 2010 contempla os princípios definidos pelas DNCF, entretanto apresenta uma distribuição assimétrica dos aspectos exigidos à formação de um profissional farmacêutico generalista.

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Biografia do Autor

Joice Nedel Ott, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Mestre em Ciências da Saúde pelo Programa de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde (PPGMCS) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS); Farmacêutica Bioquímica.

Eva Teresinha de Oliveira Boff, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul

Doutora em Educação em Ciências. Professora do Departamento de Ciências da Vida e Pós-Graduação em Educação nas Ciências da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí).

Ivan Carlos Antonello, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Doutor em Medicina pela PUCRS. Professor Titular do Departamento de Medicina Interna da FAMED-PUCRS e do PPGMCS-PUCRS; Médico Nefrologista.

Mario Bernardes Wagner, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Doutor em Epidemiologia. Professor Associado da UFRGS (graduação e pós-graduação) e Adjunto da Faculdade de Medicina (FAMED) e do PPGMCS-PUCRS; Médico, Bioestatístico.

Bartira Ercília Pinheiro da Costa, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Doutora em Ciências. Professora da Faculdade de Medicina (FAMED) e do PPGMCS-PUCRS; Bióloga.

Publicado
2016-12-23
Como Citar
Ott, J. N., Boff, E. T. de O., Antonello, I. C., Wagner, M. B., & Costa, B. E. P. da. (2016). Diretrizes curriculares da farmácia versus ENADE: a ótica docente. Revista Internacional De Educação Superior, 2(3), 552-572. https://doi.org/10.22348/riesup.v2i3.7668