Banner Portal
Política nacional de atenção hospitalar: impactos para o trabalho do assistente social
PDF

Palavras-chave

Hospital. Humanização. Serviço social.

Como Citar

LEAL, Laura Marcelino; CASTRO, Marina Monteiro de Castro e. Política nacional de atenção hospitalar: impactos para o trabalho do assistente social. Serviço Social e Saúde, Campinas, SP, v. 16, n. 2, p. 211–228, 2018. DOI: 10.20396/sss.v16i2.8651464. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/sss/article/view/8651464. Acesso em: 22 jul. 2024.

Resumo

Este artigo tem por objetivo problematizar o cotidiano de trabalho do assistente social no âmbito hospitalar, tendo por base as indicações da Política Nacional de Atenção Hospitalar (PNHOSP) a partir de elementos como apoio matricial, clínica ampliada, gerenciamento de leitos, horizontalização do cuidado, linha de cuidado, prontuário único e visita aberta; e aspectos presentes no cotidiano profissional, como as condições de trabalho, o sigilo profissional e o registro no prontuário único. A metodologia utilizada teve como base a abordagem qualitativa e o método crítico-dialético. A pesquisa de campo foi realizada com assistentes sociais que atuam no setor hospitalar em Juiz de Fora/MG. As estratégias de qualidade e humanização em saúde são gestadas num contexto tanto de reestruturação produtiva quanto de “reforma gerencial do Estado. Os eixos assistenciais apontam para a implementação incisiva de uma lógica empresarial na saúde, evidenciando a disputa de projetos para o setor. Além de ser marcado pela centralidade médica e pela ênfase no campo biológico. Apesar das dificuldades, há um esforço dos profissionais em atuarem em consonância com o Projeto Ético- Político e o Código de Ética profissional. 

https://doi.org/10.20396/sss.v16i2.8651464
PDF

Referências

AYRES, J. R. Sujeito, intersubjetividade e práticas de saúde. Revista Ciência e Saúde Coletiva. Rio de Janeiro, v. 6, n. 1, p.63-72, 2001.

BENEVIDES, R.; PASSOS, E. Humanização na saúde: um novo modismo? Revista Interface – Comunicação, Saúde, Educação, v. 9, mar./ago.2005.

BRASIL. Cadernos HumanizaSUS. Atenção Hospitalar. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno_humanizasus_atencao_hospitalar.pdf. Acesso em: 10 de junho de 2016.

BRASIL. Nota técnica- Conselho Nacional de Saúde – CONASS. 2012. Disponível em: http://www.conass.org.br/biblioteca/wp-content/uploads/2013/01/NT-24-2013-PNOHOSP-vf.pdf. Acesso em 14 de Junho de 2016.

BRASIL. Portaria nº 3.390, de 30 de Dezembro de 2013. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt3390_30_12_2013.html. Acesso em 15 de junho de 2016.

BRASIL. Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/pnhah01.pdf. Acesso em: 16 de Junho de 2016.

CASTRO, M. M. C. Humanização em Saúde: intencionalidade política e fundamentação teórica. Tese [Doutorado em Serviço Social]. UFRJ, ESS, 2015.

CASTRO, M. M. C. QualiSUS-redes e as proposições do Banco Mundial: problematizações críticas. REFACS (online). n. 4, v,2, p. 153-161.

CECÍLIO, L.C. Autonomia versus controle dos trabalhadores: a gestão do poder no hospital. Revista Ciência e Saúde Coletiva. v. 4, nº 2, p. 315-329, 1999.

CFESS. Parâmetros para a Atuação de Assistentes Sociais na Política de Saúde. Série: trabalho e projeto profissional nas políticas sociais. Brasília, 2010.

CFESS. Resolução 493/2006. Disponível em: http://www.cfess.org.br/arquivos/Resolucao_493-06.pdf. Acesso em: 10 de Setembro de 2016.

CFM. Resolução CFM n.º 1.658/2002. Disponível em: http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/cfm/2002/1658_2002.htm. acesso em 19 de setembro de 2017.

CFM. Resolução CFM nº 1.851/2008. Disponível em: http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/cfm/2008/1851_2008.htm. acesso em 19 de setembro de 2017.

HOLZ, C. B et al. O hospital na rede de atenção a saúde: uma reflexão teórica. Revista Espaço Ciência & Saúde. v. 4, 2016, p. 101-115.

IAMAMOTO, M. Projeto Profissional, Espaços Ocupacionais e Trabalho do Assistente Social na atualidade. Atribuições privativas do assistente social em questão: CFESS, 2002.

IAMAMOTO, M. O Serviço Social na cena contemporânea. CFEES/ABEPSS (Orgs). Serviço Social: Direitos e Competências profissionais. Brasília, 2009.

LEAL. L. O cotidiano de trabalho do assistente social: Reflexões sobre o setor hospitalar em Juiz de Fora. Trabalho de Conclusão de Curso/ Faculdade de Serviço Social/ Universidade Federal de Juiz de Fora, 2017.

MATOS, M. Serviço Social, ética e saúde: reflexões para o exercício profissional. – São Paulo: Cortez, 2013.

PEDUZZI, M. Equipe multiprofissional de saúde: conceito e tipologia. Revista Saúde Pública, vol.35, n.1, 2001, vol.35, n.1, p.103-109.

PIRES, D. Reestruturação produtiva e trabalho em saúde no Brasil. São Paulo: Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social, Annablume, 2008.

SANTOS, T. B; PINTOS, I. C. M. Política Nacional de Atenção Hospitalar: con(di)vergências entre normas, Conferências e estratégias do Executivo Federal. Revista Saúde Debate. v. 41, n. especial 3, 2017, p. 99-113.

SILVA, L.B.; MENDES, A.G. Serviço Social, Saúde e a Interdisciplinaridade: algumas questões para o debate. SILVA, L. B; RAMOS, A. Serviço Social, Saúde e Questões Contemporâneas. São Paulo: Papel Social, 2013.

SILVA, L.M; SANTOS M.A. Construindo pontes: relato de experiência de uma equipe multiprofissional em transtornos alimentares. Medicina, Ribeirão Preto. Simpósio: transtornos alimentares: anorexia e bulimia nervosas. 2006, p. 415- 424.

STEPHAN-SOUZA, A.I; MOURÃO, A.M.A. A construção do trabalho em equipe: uma tarefa do coletivo dos profissionais de saúde. Revista de Atenção Primária. Juiz de Fora, ano IV, n 9, p.35-37, dez.2001/maio 2002.

VASCONCELOS, M. M.; GRIBEL, E. B.; MORAES, I. H. S. Registros em saúde: avaliação da qualidade do prontuário na Atenção Básica. Cadernos Saúde Pública. Rio de Janeiro, Fiocruz, n. 24 suplemento, 2008, p.173-182.

A Serviço Social e Saúde utiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.

Downloads

Não há dados estatísticos.