Banner Portal
Rituais do poder nas organizações de saúde
PDF

Palavras-chave

Organização. Poder. Trabalho. Saúde. Hospital

Como Citar

BARRETO, S. A. P.; BERTANI, I. F. Rituais do poder nas organizações de saúde. Serviço Social e Saúde, Campinas, SP, v. 4, n. 1, p. 39–54, 2015. DOI: 10.20396/sss.v4i1.8634981. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/sss/article/view/8634981. Acesso em: 2 mar. 2024.

Resumo

O poder é ambicionado pelo ser humano que o deseja ter para si; já que através dele se sente equiparado a uma divindade capaz de tudo dominar. Quando mais frágil se encontra estruturada a personalidade do sujeito, mais necessita de poder para camuflar sua impotência. As organizações sempre foram lugares de exercício de poder. Nas organizações clássicas o poder se confunde com o pai-trão ou com os chefes. Nas organizações hipermodernas o poder se despersonaliza, passando as relações passionais a serem vivenciadas através das estruturas e valores nelas cultivados. Nas organizações de saúde, o poder se concentra no médico, pelo consentimento implícito da sociedade, tornando rígida a construção da sua identidade profissional. Os rituais são desenvolvidos e adotados nas instituições como forma de perpetuar o poder instituído. Há uma identificação dos trabalhadores com a imagem projetada da organização, surgindo um campo fértil para se implantar ideologias e políticas que são culturalmente introjetadas como verdadeiras.

https://doi.org/10.20396/sss.v4i1.8634981
PDF

Referências

ARIÈS, Philippe. O homem diante da morte. Rio de Janeiro: F. Alves, 1990 (Coleção Ciências Sociais)

BERTANI, IRIS F. Filtrando a própria vida: estudo com jovens doentes renais em situação de hemodiálise. 2002. Tese (Livre Docência em Serviço Social) − FHDSS, UNESP, Franca.

DA MATTA, Roberto. Carnavais, malandros e heróis: para uma sociologia do dilema brasileiro. 4. ed. Rio de Janeiro : Zahar, 1983.

FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: o nascimento da prisão. Petrópolis: Vozes, 1986.

FREUD, Sigmund. Totem e tabu. Edição Standard Brasileira das Obras Completas. Vol. XIII. Rio de Janeiro: Imago, 1969.

KAISER, Rachel. Fixing Identity by Denying Uniqueness: An Analysis of Professional Identity in Medicine. Journal of Medical Humanities. Sum 2; 23(2) 2002:95-105.

PAGÉS, Max et al. O poder das organizações. São Paulo: Atlas, 1993.

REICH, Wilhehm. Psicologia de massa do fascismo. Porto: Escorpião, 1974.

SPINK, P. Cidadania na organização e cidadania da organização: notas para a desconstrução de “recursos humanos” In: SPINK, M. J. P. (Org.) A cidadania em construção: uma reflexão interdisciplinar. São Paulo: Cortez, 1994.

WEBER, Max. Economia y sociedad. Bogotá : Fondo de Cultura Econômica, 1978.

A Serviço Social e Saúde utiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.

Downloads

Não há dados estatísticos.