O serviço social nos programas de implante coclear do Brasil

Autores

  • Talita Fernanda Stabile Fernandes Universidade de São Paulo
  • Kátia de Freitas Alvarenga Universidade de Manchester
  • Sonia Tebet Mesquita Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.20396/sss.v16i2.8651465

Palavras-chave:

Políticas públicas de saúde. Deficiência auditiva. Implante coclear. Serviço social.

Resumo

Esta pesquisa teve como objetivo conhecer o trabalho do assistente social nos Núcleos habilitados para desenvolver Programa de Implante Coclear do Brasil. De acordo com Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) Brasil 07/2015 foi identificado um universo de 27 Núcleos habilitados para Programa de Implante Coclear pelo Ministério da Saúde – objeto deste estudo. A abordagem foi quantiqualitativa e tipologia descritiva transversal. Para a fundamentação teórica foi realizada uma consulta às bases de dados Pubmed, Lilacs e Social Services mediante os descritores: políticas públicas de saúde, deficiência auditiva, surdez, implante coclear, auxiliares de audição, e serviço social. Para a coleta de dados junto aos 27 Núcleos foi elaborado um questionário on-line contendo perguntas abertas e fechadas que sustentaram ao objetivo da pesquisa. O mesmo foi aplicado com um assistente social de cada serviço. A análise dos dados quantitativos obedeceu ao método estatístico descritivo com base no objetivo do estudo e referenciais da literatura. Os dados qualitativos foram analisados pelos princípios da análise de conteúdo por método descritivo temático-categorial e teve como norte, o objetivo da pesquisa, as evidências da literatura e a experiência investigativa profissional. Os resultados permitiram uma análise das atribuições e ações dos assistentes sociais nestes Programas que revelaram suas dimensões: investigativa e interventiva.

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Biografia do Autor

Talita Fernanda Stabile Fernandes, Universidade de São Paulo

Doutora em Ciências, Universidade de São Paulo, Campus Bauru/SP. Assistente Social do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC/USP), Bauru/SP.

Kátia de Freitas Alvarenga, Universidade de Manchester

Phd em Avaliação Auditiva da Infância, Universidade de Manchester, Inglaterra e em Eletrofisiologia,  Universidade de Michigan, Ann Arbor, Estados Unidos da América. Professor Titular da Universidade de São Paulo, Campus Bauru/SP.

Sonia Tebet Mesquita, Universidade de São Paulo

Doutora em Serviço Social , UNESP, Campus Franca/SP. Assistente Social do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC/USP), Bauru/SP.

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Publicado

2018-01-17

Como Citar

FERNANDES, T. F. S.; ALVARENGA, K. de F.; MESQUITA, S. T. O serviço social nos programas de implante coclear do Brasil. Serviço Social e Saúde, Campinas, SP, v. 16, n. 2, p. 229–256, 2018. DOI: 10.20396/sss.v16i2.8651465. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/sss/article/view/8651465. Acesso em: 27 jan. 2022.

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