“Perdi a guarda do meu filho!” A interferência dessa questão no tratamento de saúde das mulheres na UNIPRAD

Palavras-chave: Álcool e drogas, Perda da guarda, Mulher, Políticas públicas.

Resumo

Este trabalho teve como objetivo analisar o quanto a perda da guarda provisória ou definitiva dos filhos de mulheres usuárias de álcool e outras drogas atendidas em uma Unidade de Atenção aos Problemas Relacionados ao Álcool e outras Drogas, de um Instituto Universitário, no Rio de Janeiro, interfere no tratamento de saúde nesta área, além de procurar identificar a rede de acolhimento e suporte às mulheres; apresentar os aspectos legais que levam a perda da guarda e identificar quais são e como estão sendo aplicadas as políticas públicas para o enfrentamento e recuperação das mulheres usuárias de álcool e outras drogas. Estudo qualitativo, utilizando da entrevista semiestruturada como instrumento de coleta de dados e o referencial teórico de Laurence Bardin para análise dos dados. Percebeu-se que as políticas sociais nesta área ainda são focais, fragmentadas e tende a culpabilizar alguns segmentos da sociedade, como as mulheres.

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Biografia do Autor

Laís Vargas Fernandes, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Graduada pela Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Residente Multiprofissional em Serviço Social do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da UFRJ.

Artemis Soares Viot Serra, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Mestre em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, assistente social do Instituto de Atenção à Saúde São Francisco de Assis HESFA/ UFRJ.

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Publicado
2018-06-30
Como Citar
Fernandes, L. V., & Serra, A. S. V. (2018). “Perdi a guarda do meu filho!” A interferência dessa questão no tratamento de saúde das mulheres na UNIPRAD. Serviço Social E Saúde, 17(1), 127-154. https://doi.org/10.20396/sss.v17i1.8655205
Seção
Artigos