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Imunodeficiência de imunoglobulinas IgG subclasse 3
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Palavras-chave

Imunodeficiência
Infecções
Imunidade
Deficiência de IgG 3

Como Citar

CHIARADIA, Flávia Dufloth; RICHTER, Lara; TAVARES, Letícia; COSTA, Daiane Cobianchi da; BUENO, Edneia Casagranda; GERALDO, Alexandre. Imunodeficiência de imunoglobulinas IgG subclasse 3: relato de caso. Serviço Social e Saúde, Campinas, SP, v. 21, n. 00, p. e022005, 2022. DOI: 10.20396/sss.v21i00.8665213. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/sss/article/view/8665213. Acesso em: 18 maio. 2024.

Resumo

As imunodeficiências primárias ou congênitas (IDPs) são um grupo de patologias com etiopatogenia muito diversa, em que há défice quantitativo e/ou qualitativo do sistema imunitário, afetando a qualidade de vida dos portadores. Este estudo tem por objetivo relatar um caso de imunodeficiência de IgG subclasse 3. Durante a infância, a paciente apresentava alergias respiratórias graves com internações frequêntes por quadros de pneumonias. Na adolescência manifestava infecções que evoluíam com rapidez para quadros mais graves, principalmente no trato respiratório e sistema urinário. Na vida adulta apresentou pneumonia bacteriana após sintomas gripais. A suspeita de que as infecções recorrentes poderiam ser indícios de outra patologia iniciou quando a paciente percebeu que, além de suas infecções se desenvolverem de forma grave, também não apresentava resposta imunológica aparente a elas. A paciente relatou ter vida social e pessoal prejudicada até receber o diagnóstico correto e o tratamento adequado. O tratamento inicial consistiu em corticoterapia associada ao uso contínuo de sulfametoxazol com trimetoprima, sem resolutividade, somado à administração de vacinas, para as quais houve pouca soroconversão. Devido a esta ineficiência, foi iniciado o tratamento por infusão de imunoglobulinas, o qual apresentou resultados positivos na paciente, cujo tratamento continua atualmente. Este relato de caso evidencia o impacto social causado pelas complicações clínicas anteriores ao diagnóstico, a significativa melhora na qualidade de vida da paciente após o tratamento adequado, assim como a dificuldade diagnóstica da doença e a falta de profissionais qualificados para isso.

https://doi.org/10.20396/sss.v21i00.8665213
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