Residência multiprofissional, atenção primária à saúde e Serviço Social

potencialidades do trabalho interprofissional

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/sss.v20i00.8665372

Palavras-chave:

Atenção primária à saúde, Trabalho interprofissional, Trabalho, Serviço social

Resumo

O presente artigo objetiva discutir as potencialidades das Residências Multiprofissionais e da Atenção Primária à Saúde na construção do trabalho interprofissional em saúde. Parte da compreensão de que o trabalho em saúde está situado na esfera dos serviços e que se efetiva na relação entre trabalhador/ usuário e que a atenção primária à saúde tem potencialidades para o desenvolvimento de habilidades do trabalho interprofissional por ser a porta de entrada dos Serviços de Saúde e ser uma estratégia de organização do Sistema de Saúde.  O artigo traz ainda, apontamentos sobre a contribuição do Serviço Social dentro das equipes interprofissionais a partir do desvelamento das expressões da questão social que envolvem o processo saúde-doença dos usuários e o fomento a uma atuação voltada para a defesa dos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Amanda Campos Bergamasquini, Universidade Federal de Juiz de Fora

Bacharel em Serviço Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Especialista em Saúde do Adulto com ênfase em doenças crônico-degenerativas pela Residência Multiprofissional do Hospital Universitário da UFJF.

Camila Martins da Silva , Universidade Federal de Juiz de Fora

Bacharel em Serviço Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora.  Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Juiz de Fora. Especialista em Saúde do Adulto pela Residência Multiprofissional do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Marina Monteiro de Castro e Castro, Universidade Federal de Juiz de Fora

Assistente Social. Doutora em Serviço Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Professora da Faculdade de Serviço Social da Universidade Federal de Juiz de Fora. Coordenadora do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde do Adulto  da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Referências

ABREU, M. H. E. Fronteiras, armadilhas e muros: contribuições teórico metodológicas para o debate sobre território. Katálysis. v.21, n.2, p. 261-270, May/Aug. 2018.

ARAÚJO, M. B. de S; ROCHA, P de M. Trabalho em equipe: um desafio para a consolidação da estratégia de saúde da família. Revista Ciência & Saúde Coletiva. 12(2), p.455-464, 2007.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017. Aprova a política nacional de atenção básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da atenção básica, no âmbito do sistema único de saúde (SUS). Diário Oficial da União. 22 Set 2017.

BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Departamento de Gestão da Educação na Saúde. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde: o que se tem produzido para o seu fortalecimento? / Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Departamento de Gestão da Educação na Saúde – 1. ed. rev. – Brasília : Ministério da Saúde, 2018. 73 p.

CÂMARA, A. M. C. S. Oficina de educação interprofissional para a Residência Multiprofissional. Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia. v. 1,n .1, p. 27-34, 2014.

CASTRO, M. M. de C.; OLIVEIRA, L. M. L. Trabalho em saúde: desafios contemporâneos para o Serviço Social. Textos & Contextos (Porto Alegre), v. 10, n. 1, p. 26-43, jan./jul. 2011.

CFESS. Parâmetros de atuação para assistentes sociais na política de saúde. 2010. Disponível em: <http://www.cfess.org.br/arquivos/Parametros_para_a_Atuacao_de_Assistentes_Sociais_na_Saude.pdf>. Acesso em: 10 de setembro de 2020.

COSTA, M. V. A educação interprofissional no contexto brasileiro: algumas reflexões. Interface (Botucatu). 20(56), p.197-198, 2016.

FALKENBERG, M. B. et al. Educação em saúde e educação na saúde: conceitos e implicações para a saúde coletiva. Ciência & Saúde Coletiva, v. 19, p. 847-852, 2014.

FRANCO, T. B. As redes na micropolítica do processo de trabalho em saúde. Gestão em redes: práticas de avaliação, formação e participação na saúde. Rio de Janeiro: CEPESC, p. 459-473, 2006.

LACERDA, L E. P. Exercício profissional do Assistente Social: da imediaticidade às possibilidades históricas. Serviço Soc. Soc., São Paulo, n. 117, p. 22-44, jan/mar. 2014.

LIMA, J G et al. Atributos essenciais da Atenção Primária à Saúde: resultados nacionais do PMAQ-AB. Saúde em Debate. v. 42, p. 52-66, 2018.

IAMAMOTO, M. V. As dimensões ético-políticas e teórico-metodológicas no serviço social contemporâneo. In: MOTA, A. E. et al. Serviço Social e Saúde: formação e trabalho profissional. São Paulo: OPAS, OMS, Ministério da Saúde, 2006.

MATTOS, R A. A integralidade na prática (ou sobre a prática da integralidade. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 20(5):1411-1416, set-out, 2004.

MENDES, A. G.; SILVA, L. B. Serviço Social, Saúde e a Interdisciplinaridade: algumas questões para o debate. In: SILVA, L. B.; RAMOS, A. (Orgs.). Serviço Social, Saúde e Questões Contemporâneas: reflexões críticas sobre a prática profissional. Campinas, SP: Papel Social , 2013. p. 49-64.

MENDES, A. G.; VIDAL, D. L. C. Serviço Social e Residência Multiprofissional em Saúde no contexto hospitalar: algumas questões para o debate. In: RAMOS, A., SILVA, L. B. da; e PAULA, L. G. P. de (Org.). Serviço Social e Política de Saúde: Ensaios sobre trabalho e formação profissionais. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2018.

OLIVEIRA, H. M.; GONÇALVES, M. J. F. Educação em saúde: uma experiência transformadora. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 57, n. 6, p. 761-763, 2004.

PEDUZZI, M. AGRELI, H. F. Trabalho em equipe e prática colaborativa na Atenção Primária à Saúde. Interface (Botucatu). 22(Supl. 2), p.1525-1534, 2018.

REIS, M. de L. Grupos Educativos em Saúde nas Unidades de Saúde da Família do Município de Juiz de Fora- MG. Dissertação (Mestrado em Serviço Social)- Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, 2009.

ROSA, S. D.; LOPES, R. E. Residência multiprofissional em saúde e pós-graduação lato sensu no Brasil: apontamentos históricos. Trab. educ. saúde. v. 7, n. 3, p. 479-498, 2010.

SCHRAIBER, L. Blima al. Planejamento, gestão e avaliação em saúde: identificando problemas. Ciência & Saúde Coletiva. Rio de Janeiro, v. 4, n. 2, p. 221-242, 1999.

SILVA, L. B. Residência Multiprofissional em Saúde no Brasil: alguns aspectos da trajetória histórica. Katálysis. Florianópolis, v. 21, n. 1, p. 200-209, jan./abr. 2018.

STARFIELD, B. et al. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília, DF: UNESCO, 2002.

VASCONCELOS, A. M.; LOPES, A. B.; PINTO, D. F. Profissionais de saúde e o processo de desmonte do Sistema Único de Saúde. Cadernos do Centro de Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, v. 10, n. 1, p. 55-64, jan./jun. 2017.

YAZBEK, M. C. A dimensão política do trabalho do assistente social. Serv. Soc. Soc., São Paulo, n.120, p.677-693, out/dez. 2014.

Downloads

Publicado

2021-04-30

Como Citar

BERGAMASQUINI, A. C. .; SILVA , C. M. da .; CASTRO, M. M. de C. e . Residência multiprofissional, atenção primária à saúde e Serviço Social: potencialidades do trabalho interprofissional . Serviço Social e Saúde, Campinas, SP, v. 20, n. 00, p. e021001, 2021. DOI: 10.20396/sss.v20i00.8665372. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/sss/article/view/8665372. Acesso em: 23 out. 2021.