Remotamente perto

o trabalho assalariado invade a vida privada

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/sss.v20i00.8668113

Palavras-chave:

Home office, Trabalho reprodutivo, Divisão sexual do trabalho, Exploração

Resumo

Instadas pela conjuntura da pandemia da Covid-19 que assola o mundo, apresenta-se o presente artigo, que é fruto de pesquisa bibliográfica e reflexões realizadas no Núcleo de Estudos e Pesquisa em Identidade Metamorfose (NEPIM) da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), nos momentos iniciais da doença, quando o surto adquiria importância, no Brasil, no idos de 2020. O trabalho foi construído sob a ótica da Psicologia Social e Psicopedagogia, bem como do Serviço Social e ao congregar diferentes áreas do saber, são preservadas as vertentes teórico-metodológicas que balizam as áreas de conhecimentos mencionadas. O objetivo, neste artigo, é problematizar o home office incorporado, de forma abrupta, à vida do conjunto da classe trabalhadora e fornecer pressupostos para o debate acerca do home office, na crise cíclica capitalista, que se agudiza com a pandemia. Como resultados, emergiu a perda dos direitos dos/as trabalhadores/as, na medida em que a prática invade o mundo privado, e a possibilidade de essas rupturas trazerem em seu bojo alternativas com sentido emancipatório, que antes não existiam.

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Biografia do Autor

Thais Felipe Silva dos Santos, Tribunal de Justiça de São Paulo

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Assistente Social do Tribunal de Justiça de São Paulo. 

Vanessa Meirelles, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Mestranda em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Coordenadora de projetos da Associação Sócio-educacional FabricAções. Pedagoga e Psicopedagoga. 

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Publicado

2021-12-30

Como Citar

SANTOS, T. F. S. dos; MEIRELLES, V. Remotamente perto : o trabalho assalariado invade a vida privada. Serviço Social e Saúde, Campinas, SP, v. 20, n. 00, p. e021010, 2021. DOI: 10.20396/sss.v20i00.8668113. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/sss/article/view/8668113. Acesso em: 29 nov. 2022.