Frames em jogo na construção discursiva e interativa da referência

Autores

  • Edwiges Maria Morato Universidade Estadual de Campinas
  • Anna Christina Bentes Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.20396/cel.v55i1.8636599

Palavras-chave:

Referenciação. Frame. Afasia.

Resumo

O objetivo deste artigo é refletir sobre aspectos referenciais e interacionais da noção de frame destacando, em meio a uma conversação desenvolvida por indivíduos afásicos e não afásicos, processos verbais e não verbais implicados na construção discursiva do referente. Podemos perceber, no fio do discurso e na organização sequencial do episódio conversacional analisado no escopo deste artigo, um interessante movimento de solidariedade entre gestão do tópico e construção referencial, pautada – entre outras coisas - pela conexão entre frames e pelas perspectivas assumidas intersubjetivamente pelos interactantes em relação ao referente em construção.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Edwiges Maria Morato, Universidade Estadual de Campinas

Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas.

Anna Christina Bentes, Universidade Estadual de Campinas

Atualmente é professora do Departamento de Linguística da Universidade Estadual de Campinas.

Referências

BENTES, A. C.; FERRARI, N. (2011) “E agora o assunto é trabalho”: organização da experiência social, categorização e produção de sentidos no programa manos e minas. Revista Diadorim. Volume 10: 75-93, Dez.

COULSON, S. (2001). Semantic Leaps: frame shifting and conceptual blending in meaning construction. Cambridge: Cambridge University Press.

MORATO e BENTES – Frames em jogo na construção discursiva...

FILLMORE, C. (1985). Frames and the semantics of understanding. Quaderni di Semantica, Vol. 6.2: 222-254.

FRANÇOIS, F. (1993). Pratiques de l’oral. Dialogue, jeu et variations des figures du sens. Paris: Nathan Pédagogie.

GOFFMAN, E. (1974). Frame analysis. New York: Harper & Row.

GUMPERZ, J. (2002). Convenções de contextualização. In: RIBEIRO, B. T. e GARCEZ, P. M. (Orgs). Sociolinguística Interacional. São Paulo: Loyola. p.149-182. (original de 1982)

JEFFERSON, G. (1984). Transcription Notation. In: J. ATKINSON; J.

HERITAGE Eds). Structures of Social Interaction, N. Y: Cambridge University Press, pp. ix-xvi.

JUBRAN, C.C.A.S. (2006). Revisitando a noção de tópico discursivo. Cadernos de Estudos Lingüísticos, 48(1):33-41.

JUBRAN, C.C.A.S.; URBANO, H. et al. (1992). Organização tópica da conversação. In: ILARI, R. (Org.). Gramática do Português Falado Campinas: Editora da Unicamp Vol.II – Níveis de análise linguística. p.357-439.

LAKOFF, G. (2004). Don’t Think of an Elephant!: know your values and frame the debate. Vermont: Chelsea Green Publishing.

KOCH, I.G.V. (2004). Introdução à Lingüística Textual. São Paulo: Martins Fontes.

MARCUSCHI, L. A. (2005). Anáfora indireta: o barco textual e suas âncoras. In: KOCH, I. V.; MORATO, E.M.; BENTES, A. C. Referenciação e Discurso. São Paulo: Contexto, p. 53-101.

MONDADA, L.; DUBOIS, D. (1995). Construction des objets de discours et catégorisation: une approche des processus de référentiation. TRANEL, 23: 273-305.

MONDADA, L. (2004). Temporalité, séquentialité et multimodalité au fondement de l’organisation de l’interaction: Le pointage comme pratique de prise du tour. In: FILLIETTAZ, L. (Ed.). Les modèles du discours face au concept d’action, Cahiers de Linguistique Française, 26:269-292.

MORATO, E.M; BENTES, A.C.; TUBERO, A.L.; MACEDO, H.O.; CAZELATO, S.O.; MIRA, C.C.R.; MARTINS, E.M. (2012). Processos implícitos, contextuais e multimodais na construção referencial em conversações entre afásicos e não afásicos: relato de pesquisa. Linguagem em Dis(curso), 12(3):711-742.

MORATO, E.M. (2010) A noção de frame no contexto neurolingüístico: o que ela é capaz de explicar? Cadernos de Letras da UFF 4: 93-113.

MORATO, E.M. et. al. (2002). Sobre as afasias e os afásicos – subsídios teóricos e práticos elaborados pelo Centro de Convivência de Afásicos (Universidade Estadual de Campinas). Campinas: Unicamp.

TANNEN, D; WALLAT, C. (1998). Enquadres interativos e esquemas de conhecimento em Interação: Exemplos de um exame/consulta médica. In: RIBEIRO, B. e GARCEZ, P. (Org.). Sociolingüística Interacional. Porto Alegre: Age, 120-14. (original de 1985)

TOMASELLO, M. (2003). Origens culturais da aquisição do conhecimento humano. São Paulo: Martins Fontes. (original de 1999)

VAN DIJK, T. (1992). Cognição, Discurso e Interação. São Paulo: Contexto.

Downloads

Publicado

2013-06-24

Como Citar

MORATO, E. M.; BENTES, A. C. Frames em jogo na construção discursiva e interativa da referência. Cadernos de Estudos Linguísticos, Campinas, SP, v. 55, n. 1, p. 125–137, 2013. DOI: 10.20396/cel.v55i1.8636599. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cel/article/view/8636599. Acesso em: 17 out. 2021.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

1 2 > >>