Reorganizações rítmicas da fala em função das movimentações verticais da mandíbula

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/cel.v63i00.8655695

Palavras-chave:

Taxa de elocução, EMA, Ritmo de fala

Resumo

Este artigo investiga como o aumento da taxa de elocução atua para mudar articulatoriamente os movimentos verticais da mandíbula. Duas mulheres (uma de Minas Gerais e outra de São Paulo) na faixa etária de 30-40 anos de idade foram gravadas no Laboratório de Fonética do Universidade Federal do Espírito Santo com o uso de um magnetômetro NDI Wave com taxa de amostragem de 100 Hz. Os resultados mostram que o aumento da taxa de elocução alterou os parâmetros articulatórios no eixo vertical da seguinte forma: a) diminuição da duração da aceleração; b) diminuição do ponto vertical máximo (y-extremo); c) diminuição do deslocamento da constrição; d) diminuição em módulo da velocidade do vale/pico; e) diminuição da duração gestual; e f) tempo-para-velocidade-de-pico/vale proporcional constante. Além disso, os resultados mostram que a taxa de elocução tende a afetar todos os gestos independentemente de sua posição frasal. No entanto, há evidências que alguns parâmetros articulatórios, se devidamente controlados, podem fornecer indícios para reestruturações rítmicas da fala.

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Biografia do Autor

Alexsandro Rodrigues Meireles, Universidade Federal do Espírito Santo

Prof. Doutorado em Estudos Linguísticos do PP da Universidade Federal do Espírito Santo , Brasil.

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Publicado

2021-02-15

Como Citar

MEIRELES, A. R. . Reorganizações rítmicas da fala em função das movimentações verticais da mandíbula. Cadernos de Estudos Linguísticos, Campinas, SP, v. 63, n. 00, p. e021003, 2021. DOI: 10.20396/cel.v63i00.8655695. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cel/article/view/8655695. Acesso em: 16 set. 2021.