Banner Portal
A produção histórica em ginástica e a constituição desse campo de conhecimento na atualidade
PDF

Palavras-chave

Métodos ginásticos. História da ginástica. Correntes ginásticas.

Como Citar

OLIVEIRA, Mauricio Santos; NUNOMURA, Myrian. A produção histórica em ginástica e a constituição desse campo de conhecimento na atualidade. Conexões, Campinas, SP, v. 10, p. 80–97, 2012. DOI: 10.20396/conex.v10i0.8637663. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8637663. Acesso em: 17 abr. 2024.

Resumo

Esse artigo visa evocar a memória acerca da produção histórica em Ginástica com vista a elucidar como esse conteúdo da cultura corporal foi constituído no decorrer dos anos e como esse campo de conhecimento encontra-se na atualidade. Utilizamos como procedimento metodológico a documentação indireta. Compreendemos produção histórica em Ginástica como a forma pela qual a Ginástica foi produzida e modificada em diferentes momentos históricos da civilização humana e se constituiu em um conteúdo da cultura corporal. Percebemos que a Ginástica é percorrida por forças de mudanças, ao mesmo tempo em que revela certas estruturas duradouras cuja dinâmica e percepção radicam sempre nas relações sociais e reproduzem as tensões, os embates, os mecanismos de exclusão e de estigmatização social. Os dados permitem compreender como a Ginástica foi produzida em diferentes períodos e como os contextos sociais, econômicos, políticos e epistemológicos provocaram modificações nas formas de elaboração e apropriação dos conhecimentos produzidos nesse campo específico. Estes aspectos influenciaram as diferentes manifestações gímnicas e a constituição desse campo de conhecimento na atualidade. Percebemos que a Ginástica desenvolveu-se adaptando seus conteúdos, metodologias, técnicas e exigências com vista a atender as necessidades humanas, sejam elas: materiais, espirituais, econômicas, sociais, culturais, morais e afetivas.
https://doi.org/10.20396/conex.v10i0.8637663
PDF

Referências

BORTOLETO, M. A. C. A ginástica e as atividades circenses. In: GAIO, R.; GÓIS, A. A. F.; BATISTA, J. C. F. (Org.) A ginástica em questão: corpo e movimento. 2. ed. São Paulo: Phorte, 2010.

BRIKINA, A. T. Gimnasia. Zaragoza: Acribia, 1978.

RAMOS, J. J. Os exercícios físicos na história e na arte. São Paulo: IBRASA, 1982.

DALLO, A. R. A ginástica como ferramenta pedagógica: o movimento como agente de formação. São Paulo: Edusp, 2007.

LAKATOS, E. M., MARCONI, M. A. Fundamentos de metodologia científica. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1991.

LANGLADE, A.; LANGLADE, N. R. Teoría general de la gimnasia. Buenos Aires: Stadium, 1986.

SANTIN, S. O corpo simplesmente corpo. Movimento, Porto Alegre, v. 7, n. 15, p. 57-73, 2001.

MARINHO, I. P. A ginástica brasileira. Brasília: Gráfica Transbrasil, 1982 apud NUNOMURA, M.; TSUKAMOTO, M. H. C. Fundamentos das ginásticas. Jundiaí: Fontoura, 2009.

SOARES, C. L. et al. Metodologia do ensino de Educação Física. São Paulo: Cortez, 1994.

SOARES, C. L. Educação física: raízes européias e Brasil. 2.ed. Campinas: Autores Associados, 2001.

SOARES, C. L. Imagens da educação no corpo: estudo a partir da ginástica francesa no século XIX. 3. ed. Campinas: Autores Associados, 2005.

BORRMANN, G. Ginástica de aparelhos. Lisboa: Estampa, 1980.

TESCHE, L. O turnen, a educação e a educação física nas escolas teuto-brasileiras, no Rio Grande do Sul: 1852-1940. Itují: Ed. da Unijuí, 2001.

RINALDI, I. P. B. A ginástica como área de conhecimento na formação profissional em Educação Física: encaminhamentos para uma estruturação curricular. 2005. 219 f. Tese (Doutorado em Educação Física) - Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2005.

AYOUB, E. Ginástica geral e educação física escolar. Campinas: Autores Associados, 2003.

SOUZA, E. P. M. A busca do auto-conhecimento através da consciência corporal: uma nova tendência. 1992. 88 f. Dissertação (Mestrado em Educação Física)-Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1992.

RUSSO, R. C. T. Do corpo usado ao corpo conhecido: uma reflexão a partir da educação física e da ginástica. In: GAIO, R.; GÓIS, A. A. F.; BATISTA, J. C. F. (Org.). A ginástica em questão: corpo e movimento. 2. ed. São Paulo: Phorte, 2010.

AYOUB, E. A ginástica geral na sociedade contemporânea: perspectivas para a Educação Física escolar. 1998. 187 f. Tese (Doutorado em Educação Física)-Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1998.

FIORIN, C. M. A ginástica em Campinas: suas formas de expressão da década de 20 a década de 70. 2002. 173 f. Dissertação (Mestrado em Educação Física)-Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2002.

OLIVEIRA, M. S.; BORTOLETO, M. A. C. Apontamentos sobre a evolução histórica, material e morfológica dos aparelhos da ginástica artística masculina. Revista da Educação Física/UEM, Maringá, v. 22, n. 2, p. 283-295, 2011.

BOBO, M.; SIERRA, E. Ximnasia rítmica deportiva: adestramento e competición. Santiago de Compostela: Lea, 1998.

LANGLADE, A.; LANGLADE, N. R Teoria general de la gimnasia. Buenos Aires: Stadium, 1970.

PEREZ GALLARDO, J. S.; AZEVEDO, L. H. R. Fundamentos básicos da ginástica acrobática competitiva. Campinas: Autores Associados, 2007.

PRESTES, J.; ASSUMPÇÃO, C. O. Ginástica em academias. In: GAIO, R.; GÓIS, A. A. F.; BATISTA, J. C. F. (Org.). A ginástica em questão: corpo e movimento. 2.ed. São Paulo: Phorte, 2010.

COOPER, K. H. Capacidade aeróbica. Rio de Janeiro: Fórum, 1972.

SORENSEN, J. Aerobic dancing: what’s it all about. Fitness for Living, v. 8, n. 18, 1974.

BROCHADO, F. A.; BROCHADO, M. M. V. Fundamentos da ginástica de trampolim. In: NUNOMURA, M.; TSUKAMOTO, M. H. C. Fundamentos das ginásticas. Jundiaí: Fontoura, 2009.

SOUZA, E. P. M. Ginástica Geral: uma área do conhecimento da Educação Física. 1997. 163 f. Tese (Doutorado em Educação Física)-Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1997.

O periódico Conexões: Educação Física, Esporte e Saúde utiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.

Downloads

Não há dados estatísticos.