Teste e Reteste da avaliação da espasticidade e sinais mecanomiográficos de flexores e extensores de cotovelo em atleta de Bocha Paralímpica com Paralisia Cerebral

estudo Piloto

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/conex.v17i0.8658252

Palavras-chave:

Mecanomiografia, Paralisia cerebral, Atividade física adaptada

Resumo

Objetivo: Avaliar a eficácia da mecanomiografia (MMG) para classificação de atletas na bocha paralímpica. Método: Neste estudo piloto, o voluntário selecionado com Paralisia Cerebral, foi avaliado empregando o teste de espasticidade (ASAS) nos braços direito e esquerdo, coletados os dados de mecanomiografia durante esse teste, por meio de dois sensores de MMG. O sensor 1 foi fixado na superfície da pele, no ponto motor dos flexores do cotovelo e o sensor 2, no ponto motor dos extensores do cotovelo. Os sinais de MMG foram processados utilizando o software MATLAB®, no qual o desvio padrão foi determinado para cada eixo de cada sensor, como também a média dos desvios entre sessões para os lados direito e esquerdo dos músculos flexores e extensores dispostos para cada avaliador. Resultados: Constataram-se diferenças numéricas entre as médias dos desvios para cada avaliador do mesmo grupo muscular do mesmo braço; porém, estas diferenças são sutis e mostram um padrão para o sinal mecanomiográficos mesmo quando diferentes avaliadores utilizam realizam o teste. Conclusão: Conclui-se que a MMG é viável na utilização de identificação espasticidade e os valores da média de todas as avaliações dos avaliadores 1 e 2 no grupo de flexores (MSD) foi mantida entre 0,1723 mV (Y) e 0,1225 mV (Z), 0,1904 (Y) mV a 0,1601mV (Z), não havendo divergência entre os avaliadores, mas caso houvesse o MMG seria fundamental na avaliação de espasticidade.

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Biografia do Autor

Elgison da Luz dos Santos, Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Possui mestrado em Engenharia Elétrica e Informática Industrial pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (2016). Atualmente atua como professor adjunto na Faculdade Paranaense e no Centro Universitário Campos de Andrade. 

Maria de Fatima Fernandes Vara, Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Doutoranda em Tecnologia em Saúde pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (início em 2018) . Atualmente é Chefe de Classificação Funcional da Federação Internacional de Canoagem (ICF).

Maira Ranciaro, Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Possui mestrado em Tecnologia em Saúde pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2016). Tem experiência na área de Engenharia Biomédica, com ênfase em Tecnologia assistiva, atuando principalmente nos seguintes temas: controle de órteses, desenvolvimento de equipamentos de biomecânica, instrumentação biomédica e processamento de sinais biomédicos.

Wally auf der Strasse, Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Doutoranda em Engenharia Biomédica pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (início 2017). Atualmente é professora de Educação Física no Colégio Militar de Curitiba, atua nas disciplinas de Condicionamento Físico e Pilates de Solo, Coordenadora do Laboratório de Avaliação Física. 

Guilherme Nunes Nogueira Neto, Universidade Castelo Branco

Possui doutorado em Engenharia Elétrica pela Universidade Estadual de Campinas (2013). Atualmente é professor da PUCPR.

Cláudio Diehl Nogueira, Universidade Castelo Branco

Possui Doutorado em Educação Física, na área de Atividade Física Adaptada pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP (2018). Atualmente é professor assistente da Universidade Castelo Branco/RJ. 

José Irineu Gorla, Universidade Estadual de Campinas

Possui mestrado e doutorado em Educação Física na área de Atividade Física, Adaptação e Saúde pela Universidade Estadual de Campinas -UNICAMP. Pós doutorado na faculdade de Medicina da UNICAMP. Atualmente é professor Livre Docente do Departamento de Estudos da Atividade Física Adaptada.

Percy Nohama, Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Possui doutorado em Engenharia Elétrica pela Universidade Estadual de Campinas(1997). Atualmente é professor titular da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

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Publicado

2020-03-13

Como Citar

SANTOS, E. da L. dos .; VARA, M. de F. F.; RANCIARO, M.; STRASSE, W. auf der .; NETO, G. N. N.; NOGUEIRA, C. D.; GORLA, J. I.; NOHAMA, P. Teste e Reteste da avaliação da espasticidade e sinais mecanomiográficos de flexores e extensores de cotovelo em atleta de Bocha Paralímpica com Paralisia Cerebral: estudo Piloto. Conexões, Campinas, SP, v. 17, p. e019044, 2020. DOI: 10.20396/conex.v17i0.8658252. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8658252. Acesso em: 21 jan. 2022.

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