Banner Portal
Brincadeiras e jogos de matrizes indígena e africana nas aulas de educação física com o sexto ano do ensino fundamental da Escola Estadual Abya Yala
Capa 2024 com foto das primeiras edições da revista
PDF

Palavras-chave

Decolonização
Cultura indígena
Cultura africana
Educação física escolar
Competência cultural

Como Citar

RICARDO, Karoline Hachler; WITTIZORECKI, Elisandro Schultz; BINS, Gabriela Nobre; ABREU, Daniela do Santo. Brincadeiras e jogos de matrizes indígena e africana nas aulas de educação física com o sexto ano do ensino fundamental da Escola Estadual Abya Yala. Conexões, Campinas, SP, v. 22, n. 00, p. e024006, 2024. DOI: 10.20396/conex.v22i00.8675658. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8675658. Acesso em: 13 jul. 2024.

Resumo

Objetivo: Compartilhar, refletir e analisar a experiência com e sobre as brincadeiras e os jogos tradicionais de culturas indígena e africana desenvolvidos durante uma pesquisa-ação participante com o sexto ano do ensino fundamental de uma escola da rede pública em Porto Alegre/RS no ano letivo de 2023. Metodologia: Para a produção de informações deste estudo foram utilizadas as Notas de Campo da primeira autora, professora da turma envolvida na pesquisa-ação participante, e os materiais produzidos pelos(as) estudantes nas aulas de Educação Física. Resultados e discussão: Com este estudo, compreendemos que apesar da efetivação das Leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08 na escola ainda se mostrar um grande desafio, em razão dos processos de colonialidade na educação, as brincadeiras e os jogos tradicionais são saberes importantes no diálogo com os(as) estudantes para a educação para as relações étnico-raciais.

https://doi.org/10.20396/conex.v22i00.8675658
PDF

Referências

ALMEIDA, Maria Regina Celestino. Os índios na História do Brasil. Rio de Janeiro: FGV, 2013. 168p.

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo Lisboa: Edições 70, 1977. 225p.

BINS, Gabriela Nobre; MOLINA NETO, Vicente. Para além de desculpas: fatores que limitam o trabalho com a questão étnico racial na Educação Física da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre. In: SOARES, Marta Genú; ABREU, Mariane Conceição Paiva; TEIXEIRA, Carla Loyana Dias (Orgs.). Práticas corporais, cultura e diversidade. Belém: Centro de Ciências Sociais e Educação da Universidade do Estado do Pará, 2018. p. 185-209.

BINS, Gabriela Nobre; SILVA, Lisandra Oliveira e; MOLINA NETO, Vicente. Aprender a desaprender: práticas de coloniais em Educação Física em uma escola pública da cidade de Porto Alegre/RS. Temas em Educação Física Escolar, Rio de Janeiro, v. 8, p. 1-19, 2023. Disponível em: https://portalespiral.cp2.g12.br/index.php/temasemedfisicaescolar/article/view/3906. Acesso em: 9 jan. 2024.

BINS, Gabriela Nobre; DORNELLES, Priscila Gomes; TAVARES, Natacha da Silva; CANON-BUITRAGO, Edwin Alexander. Proposições epistêmico-políticas decoloniais para a Educação Física. In: FONSECA, Denise Grosso da; WITTIZORECKI, Elisandro Schultz; FRASSON, Jéssica Serafim; SILVA, Lisandra Oliveira e; SILVA, Marlon André da; DIEHL, Vera Regina Oliveira; MOLINA NETO, Vicente (Orgs.). Trabalho docente em Educação Física: questões contemporâneas. Porto Alegre: Tomo Editorial, 2021. p. 179-194.

BOGDAN, Robert; BIKLEN, Sari. Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porto Editora, 1994. 336p.

BRACHT, Valter; GONZÁLEZ, Fernando Jaime. Educação física escolar. In: GONZÁLEZ, Fernando Jaime; FENSTERSEFER, Paulo Evaldo (Orgs.). Dicionário crítico de educação física. Ijuí: Ed. Unijuí, 2005. p. 144-150.

BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, n. 8, p. 1, 2003. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm. Acesso em: 6 jan. 2024.

BRASIL. Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, n. 48, p. 1, 2008. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm. Acesso em: 6 jan. 2024.

BRESOLIN, Marcio Rogerio; BESSA-OLIVEIRA, Marcos Antônio. (Des)construir/(Des)colonizar: é o caminho para uma Educação Física vivente. Revista Interritórios, Pernambuco, v. 9, n. 18, p. 1-15, 2023. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/index.php/interritorios/article/view/258922/44807. Acesso em: 9 jan. 2024.

CALEGARI, Roger Luiz; PRODÓCIMO, Elaine. Jogos populares na escola: uma proposta de aula prática. Motriz, Rio Claro, v. 12, n. 2, p.133-141, 2006. Disponível em: https://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/99. Acesso em: 10 jan. 2024.

CHAGAS, Waldeci Ferreira. História e Cultura Afro-Brasileira e Africana na Educação Básica da Paraíba. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 42, n. 1, p. 79-98, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2175-623661125. Acesso em: 11 jan. 2024.

CLIMACO, Josiane Cristina; SANTOS, Márcia Lúcia dos; TAFFAREL, Celi Nelza Zulke. A Educação Física e a Lei 10.639/03: articulando com as matrizes africanas na escola em Salvador - BA. Revista da ABPN, v. 10, p. 676-692, 2018. Disponível em: https://abpnrevista.org.br/site/article/view/489/520. Acesso em: 10 jan. 2024.

CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE. Resolução nº 510, de 07 de abril de 2016. Publicada no DOU nº 98, terça-feira, 24 de maio de 2016 - seção 1, páginas 44, 45, 46. Disponível em: https://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2016/Reso510.pdf. Acesso em: 10 jan. 2024.

JÚNIOR, Henrique Cunha. Bairros negros, a forma urbana das populações negras no Brasil: Disciplina da Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo. Crítica e Sociedade: revista de cultura política, Uberlândia, v. 10, n. 1, 2020a. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/criticasociedade/article/view/57847/30234. Acesso em: 7 jan. 2024.

JÚNIOR, Henrique Cunha. Urbanismo Africano: 6000 anos construindo cidades. Revista Teias, Rio de Janeiro, v. 21, n. 62, p. 371-382, 2020b. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/revistateias/article/view/48759. Acesso em: 7 jan. 2024.

FRIEDMANN, Adriana. Brincar: crescer e aprender – o resgate do jogo infantil. São Paulo: Moderna, 1996. 128p.

GINCIENE, Guy. A História do Esporte, os valores e as Tecnologias da Informação e Comunicação no ensino do atletismo. 2016. 237 f. Tese (Doutorado) – Universidade Estadual Paulista “Júlio Mesquita Filho”, Instituto de Biociências, Rio Claro, 2016.

GOMES, Nilma Lima. Diversidade étnico-racial, inclusão e equidade na educação brasileira. Revista Brasileira de Política e Administração da Educação, Porto Alegre, v. 27, n. 1, p. 109-121, 2011. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/rbpae/article/view/19971/11602. Acesso em: 6 jan. 2024.

KAYAPÓ, Edson; BRITO, Tamires. A pluralidade étnico-cultural indígena no Brasil: o que a escola tem a ver com isso? Mneme – Revista de Humanidades, Caicó, v. 15, n. 35, p. 38-68, 2014. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/mneme/article/view/7445/5817. Acesso em: 10 jan. 2024.

LANETTE, Caroline. Participatory Action Research as a decolonial method. Refugee Hosts, Londres, 2022. Disponível em: https://refugeehosts.org/2022/06/23/participatory-action-research-as-a-decolonial-method/. Acesso em: 8 jan. 2024.

NEGRINE, Airton. Instrumentos de coleta de informações na pesquisa qualitativa. In: MOLINA NETO, Vicente; TRIVIÑOS, Augusto Silva (Orgs.). A Pesquisa Qualitativa na Educação Física: Alternativas Metodológicas. Porto Alegre: Sulina, 2010. p. 61-99.

PEREIRA, Arliene Stephanie Menezes; VENÂNCIO, Luciana. African and Indigenous games and activities: a pilot study on their legitimacy and complexity in Brazilian physical education teaching. Sport, Education and Society, United Kingdom, v. 26 n. 7, p. 718-732, 2021. Disponível em: https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/13573322.2021.1902298?scroll=top&needAccess=true. Acesso em: 9 jan. 2024.

Junior, Luiz Rufino Rodrigues. Pedagogias das Encruzilhadas. Revista Periferia, Educação, Cultura & Comunicação, v. 10, n. 1, p. 71-88, 2018. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/periferia/article/view/31504. Acesso em: 8 jan. 2024.

RUFINO, Luiz. Pedagogia das encruzilhadas: Exu como Educação. Revista Exitus, Santarém, v. 9, n. 4, p. 262-289, 2019. Disponível em: http://educa.fcc.org.br/pdf/exitus/v9n4/2237-9460-exitus-9-04-262.pdf. Acesso em: 8 jan. 2024.

SABINO, Jorge; LODY, Raul. Danças de Matriz Africana: antropologia do movimento. Rio de Janeiro: Pallas, 2011. 182p.

SANCHES NETO, Luiz; OYAMA, Edison Riuitiro. Da escravidão negra à “escravidão econômica” contemporânea: implicações para a educação física no Brasil. Discorpo, n. 9, p. 45-71, 1999. Disponível em https://cev.org.br/biblioteca/da-escravidao-negra-escravidao-economica-contemporanea-implicacoes-para-educacao-fisica-brasil/. Acesso em: 10 jan. 2024.

SANCHES NETO, Luiz; VENÂNCIO, Luciana. A Educação Física antirracista e a luta por visibilidade dos/as afro-latinos/as como desafio curricular. Revista Fórum Identidades, Itabaiana, v. 36, n. 1, p. 133-146, 2022. Disponível em: https://periodicos.ufs.br/forumidentidades/article/view/18076/13706. Acesso em: 10 jan. 2024.

SANTOS, Marzo Vargas dos. O estudante negro na cultura estudantil e na educação física escolar. 2007. 240 f. Dissertação (Mestrado em Ciências do Movimento Humano) – Escola de Educação Física, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2007.

SCHÖN, Donald. Educando o Profissional Reflexivo: um novo design para o ensino e a aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2000. 256p.

SILVA, Alberto da Costa. A África explicada aos meus filhos. Rio de Janeiro: Agir, 2008. 160p.

SILVA, Junior Vagner Pereira; SAMPAIO, Tânia Mara Vieira. Jogos tradicionais: reprodução, ampliação, transformação e criação da cultura corporal do movimento. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, Brasília, v. 19, n. 1, p. 72-86, 2011. Disponível em: https://portalrevistas.ucb.br/index.php/rbcm/article/view/2770. Acesso em: 8 jan. 2024.

TAVARES, Natacha da Silva. Construção curricular, Interculturalidade e Educação Física: possíveis ressonâncias. 2021. 215 f. Tese (Doutorado em Ciências do Movimento Humano) — Escola de Educação Física, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2021.

THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, 2008. 136p.

TRINDADE, Azoil da Loretto da. Valores e Referências Afro-brasileiras. In: BRANDÃO, Ana Paula (Org.). Projeto A Cor da Cultura: Caderno de atividades, Saberes e Fazeres. Volume 3: Modos de Interagir. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 2006. Disponível em: https://www.geledes.org.br/wp-content/uploads/2011/06/Caderno3_ModosDeInteragir.pdf. Acesso em: 9 jan. 2024.

VENÂNCIO, Luciana; BRUNO, Brena Dias; SILVA, Iury Crislano de Catro; FLOR, Breno José Mascarenhas Sá de; GONÇALVES, Yasmin; SANCHES NETO, Luiz. Temas e desafios (auto)formativos para professores de Educação Física à luz da didática e da justiça social. Cenas Educacionais, Caetité, v. 4, n. e10778, p. 1-40, 2021. Disponível em: https://itacarezinho.uneb.br/index.php/cenaseducacionais/article/view/10778. Acesso em: 9 jan. 2024.

WALSH, Catherine. Interculturalidade e Decolonialidade do Poder: um Pensamento e Posicionamento "Outro" A Partir Da Diferença Colonial. Revista Eletrônica da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, v. 5, n. 1, 2019. Disponível em: https://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/revistadireito/article/view/15002. Acesso em: 8 jan. 2024.

Creative Commons License

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.

Copyright (c) 2024 Conexões

Downloads

Não há dados estatísticos.