Ler o silêncio entre franjas e frestas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/lil.v25iesp.8671091

Palavras-chave:

Silêncio, Leitura, Ensino, Linguagem, Discurso

Resumo

Realizamos, neste trabalho, uma experimentação teórico-metodológica da relação entre os conceitos de leitura e silêncio, a partir de uma perspectiva discursiva, tal como delineada nos trabalhos de Eni Orlandi, em sua filiação à teoria do discurso de M. Pêcheux. Por meio de certa variedade de objetos expostos à leitura, nosso objetivo é dar lugar, no ensino, à produção da leitura discursiva, o que, de nosso ponto de vista, requer a consideração do fundamento segundo o qual, para se compreender como determinado objeto simbólico significa, é preciso apreender o movimento constitutivo entre silêncio, sentido e linguagem. É com esse gesto crítico de leitura e de experimentação que celebramos os 30 anos de publicação d'As formas do silêncio, nosso modo de, no e pelo afeto, na e pela teoria, homenagearmos o trabalho autoral consistente, realizado a partir de um olhar fino e significativo com a linguagem, com a significação e com o silêncio, materializado nessa obra.

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Biografia do Autor

Eduardo Alves Rodrigues, Universidade Virtual do Estado de São Paulo

Doutor em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas. Supervisor de Curso em Letras e Linguística na Universidade Virtual do Estado de São Paulo.

 

Cármen Agustini, Universidade Federal de Uberlândia

Doutora em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas. Professora e pesquisadora do Instituto de Letras e Linguística da Universidade Federal de Uberlândia.

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Publicado

2022-11-23

Como Citar

RODRIGUES, E. A.; AGUSTINI, C. Ler o silêncio entre franjas e frestas. Línguas e Instrumentos Línguísticos, Campinas, SP, v. 25, n. esp, p. 85–111, 2022. DOI: 10.20396/lil.v25iesp.8671091. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8671091. Acesso em: 5 fev. 2023.