Desempenho termoenergético de coberturas vegetadas em clima subtropical

Autores

  • Tatiane Ballerini Fernandes Universidade Federal de Pelotas
  • Roseana Bonotto Ruivo Universidade Federal de Pelotas
  • Eduardo Grala da Cunha Universidade Federal de Pelotas
  • Lisandra Fachinello Krebs Universidade Federal de Pelotas

DOI:

https://doi.org/10.20396/parc.v9i4.8650882

Palavras-chave:

Cobertura vegetada. Eficiência energética. Desempenho termoenergético.

Resumo

Este artigo apresenta o desempenho térmico de diferentes coberturas vegetadas aplicadas em um edifício de escritórios na cidade de Pelotas-RS, Zona Bioclimática Brasileira 2, observando, a partir do comportamento dos fechamentos opacos e transparentes, a contribuição das diferentes soluções vegetadas para o plano horizontal. O edifício condicionado artificialmente possui 187,50 m², configurando seis zonas térmicas, e foi simulado no software Energy Plus 8.4.0. Como alternativas às coberturas vegetadas – configuradas em quatro alturas de substrato – foram utilizados outros três modelos de cobertura: fibrocimento com laje de 10 cm em concreto – com e sem isolamento térmico de poliestireno extrudado – e fibrocimento com superfície externa pintada de branco.  O estudo buscou determinar qual dessas coberturas é a mais eficiente energeticamente, através da avaliação dos resultados do consumo de energia e da análise do fluxo térmico no edifício. A cobertura vegetada de maior espessura de substrato (50 cm) apresentou melhor resultado, com consumo energético de 84,3 kWh/m2.ano. Já a cobertura de laje com telha de fibrocimento convencional foi responsável pelo maior dispêndio energético: 103,5 kWh/m2.ano. As coberturas vegetais apresentaram melhor desempenho que as demais em função das elevadas capacidade e resistência térmica e dos aspectos voltados a evapotranspiração e consequentes trocas de calor latente. Este trabalho almeja contribuir no melhor entendimento do desempenho termoenergético das coberturas vegetadas.

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Biografia do Autor

Tatiane Ballerini Fernandes, Universidade Federal de Pelotas

Arquiteta e Urbanista pela Universidade Federal de Pelotas, 2016. Iniciou como Arquiteta Projetista na Idelli Ambientes Pelotas em agosto de 2016, realizando projetos de interiores e móveis planejados. 

Roseana Bonotto Ruivo, Universidade Federal de Pelotas

Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Pelotas (2014). Atualmente atua como Arquiteta e Urbanista e Supervisora de Projetos e Vendas da empresa Idélli Ambientes Pelotas. Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Arquitetura e Urbanismo

Eduardo Grala da Cunha, Universidade Federal de Pelotas

Graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Pelotas. Mestrado e Doutorado em Arquitetura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e pós-doutorado Universidade de Kassel. Revisor dos Periódicos Ambiente Construído, Journal of Civil Engineering and Architecture, Oculum Ensaios, Arquitextos, Revista Brasileira de Ciências Ambientais, Revista de Arquitetura Imed, Tecnologia e Sociedade e PARC Pesquisa em Arquitetura e Construção. Professor Adjunto da Universidade Federal de Pelotas e Pesquisador com Bolsa Produtividade CNPq. 

Lisandra Fachinello Krebs, Universidade Federal de Pelotas

Graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e mestrado em Engenharia Civil pelo Núcleo Orientado para a Inovação da Edificação (NORIE)/UFRGS. Professora da Universidade Federal de Pelotas, Doutoranda no PROPAR/UFRGS e Ph.D. Student na Lunds Universitet (Suécia). Atua na área de Arquitetura com ênfase em sustentabilidade no ambiente construído, avaliação e certificação de sustentabilidade ambiental em empreendimentos, eficiência energética em edificações e projetos de arquitetura bioclimática.

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Publicado

2018-12-01

Como Citar

FERNANDES, T. B.; RUIVO, R. B.; CUNHA, E. G. da; KREBS, L. F. Desempenho termoenergético de coberturas vegetadas em clima subtropical. PARC Pesquisa em Arquitetura e Construção, Campinas, SP, v. 9, n. 4, p. 262–275, 2018. DOI: 10.20396/parc.v9i4.8650882. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/parc/article/view/8650882. Acesso em: 26 nov. 2022.

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