Condições e tipos de céu para simulações de iluminação natural com céu estático

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/parc.v11i0.8652766

Palavras-chave:

Céu CIE, Condição do céu, Simulação de iluminação natural

Resumo

As normas brasileiras recomendam que o céu em simulações de iluminação natural seja o mais representativo do local nos solstícios de verão e inverno, mas não fornecem informações suficientes para defini-lo. Entretanto, os dados mais importantes para a definição do céu são os obtidos por equipamentos que medem radiação solar global e difusa – existente em poucas cidades no Brasil. Assim, este artigo tem como objetivo definir as condições de céu e os céus CIE característicos de capitais brasileiras por meio de um método aplicável à realidade do país. Inicialmente, foram selecionadas as capitais do Centro-Sul com disponibilidade de dados diários e mensais de horas de sol do Instituto Nacional de Meteorologia no intervalo de vinte anos (1997-2016). O método escolhido para encontrar as condições de céu foi o simplificado de Duffie e Beckman (2013) com adaptações de Ferreira e Souza (2006). Para os tipos de céu, utilizou-se etapa complementar autoral, que dividiu o percentual de cada condição de céu obtido na etapa anterior pela quantidade de céus CIE na respectiva condição de céu. Os resultados foram ratificados pela comparação com dados de nebulosidade do mesmo ínterim. Assim, a pesquisa estabeleceu uma classificação simplificada de condições e tipos de céu CIE para simulações com céu estático em programas de iluminação natural para Cuiabá, Brasília, Belo Horizonte, Vitória, São Paulo, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. Ademais, apresenta-se uma metodologia para seleção dos céus característicos, passível de ser replicada para outras cidades brasileiras.

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Biografia do Autor

Mariana Vallory Michel, Universidade Federal do Espírito Santo

Mestranda bolsista da CAPES na linha de pesquisa de Desempenho das Edificações no Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal do Espírito Santo vinculada ao Laboratório de Planejamento e Projetos (LPP). Professora voluntária da disciplina obrigatória de Expressão Gráfica no curso de Engenharia Civil pela Universidade Federal do Espírito Santo.

Andréa Coelho Laranja, Universidade Federal do Espírito Santo

Doutora em Ciências em Arquitetura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora Adjunta da Universidade Federal do Espírito Santo no Curso de Arquitetura e Urbanismo. 

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Publicado

2020-03-13

Como Citar

MICHEL, M. V.; LARANJA, A. C. Condições e tipos de céu para simulações de iluminação natural com céu estático. PARC Pesquisa em Arquitetura e Construção, Campinas, SP, v. 11, p. e020001, 2020. DOI: 10.20396/parc.v11i0.8652766. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/parc/article/view/8652766. Acesso em: 24 set. 2022.