Banner Portal
Reflexões sobre terminologias utilizadas para definir o conforto térmico humano
PDF

Palavras-chave

Revisão crítica da literatura
Conforto térmico humano
Adaptação
Neutralidade
Alliesthesia.

Como Citar

SOUSA, Mayara Cynthia Brasileiro de; LEDER, Solange Maria. Reflexões sobre terminologias utilizadas para definir o conforto térmico humano. PARC Pesquisa em Arquitetura e Construção, Campinas, SP, v. 10, p. e019028, 2019. DOI: 10.20396/parc.v10i0.8653185. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/parc/article/view/8653185. Acesso em: 25 maio. 2024.

Resumo

As revisões de literatura se justificam na necessidade periódica de apresentar para a comunidade científica uma síntese sobre o estado da arte em um campo específico do conhecimento. Tênues diferenças entre definições e métodos elevam a probabilidade de equívocos e inconsistências na análise e interpretação de resultados de pesquisas destacando-se, assim, a importância de esclarecer parâmetros e termos comumente utilizados, estabelecendo claramente significados e diferenças. Baseando-se nas considerações apresentadas, o objetivo deste artigo é, por meio de uma revisão narrativa literária, analisar, preferencialmente em artigos de periódicos de alto impacto, normas e livros; definições pertinentes ao estudo do conforto térmico humano e as implicações destas no delineamento das pesquisas. O estudo se inicia com uma visão geral sobre o conforto térmico humano, seguido por revisões de materiais publicados com enfoques nos temas: conforto térmico, neutralidade térmica, adaptação térmica e ambientes não homogêneos com abordagem na teoria da alliesthesia. Como resultado da revisão da literatura, tendo como filtro as palavras-chave “conforto térmico”, “neutralidade térmica” e “alliesthesia”, 55 publicações foram avaliadas, compondo as análises que integram o corpo deste trabalho. Não é objetivo desta revisão julgar os termos quanto a sua pertinência, mas sim, expressar as diferenças e as possíveis implicações dos seus usos. Observou-se que as distintas abordagens na disciplina do conforto térmico humano comprometem a comparação entre pesquisas e podem induzir a erros de intepretação. Destacam-se o uso inadequado do conforto térmico como sinônimo da neutralidade térmica; a associação de assimetrias térmicas unicamente com o desconforto térmico, ignorando o seu potencial hedônico; ou o não entendimento da adaptação térmica e sua relevância no conforto térmico.

https://doi.org/10.20396/parc.v10i0.8653185
PDF

Referências

ALCOFORADO, M. J. Alguns aspectos da bioclimatologia: o clima e o organismo humano. Centro de estudos geográficos, Universidade de Lisboa, 2001.

ASHRAE - THE AMERICAN SOCIETY OF HEATING, REFRIGERATING AND AIR-CONDITIONING ENGINEERS IS AN AMERICAN. STANDARD 55 - 2010: Thermal environmental conditions for human occupancy. Atlanta, Georgia, 2010. ISSN 1041-2336.

ASHRAE - THE AMERICAN SOCIETY OF HEATING, REFRIGERATING AND AIR-CONDITIONING ENGINEERS IS AN AMERICAN. STANDARD 55 - 2013: Thermal environmental conditions for human occupancy. Atlanta, Georgia, 2013. ISSN 1014-2336.

ASHRAE -THE AMERICAN SOCIETY OF HEATING, REFRIGERATING AND AIR-CONDITIONING ENGINEERS IS AN AMERICAN. TANDARD 55 - 2017: Thermal environmental conditions for human occupancy. Atlanta, Georgia, 2017. ISSN 1041-2336.

AULICIEMS, A.. Towards a psycho-physiological model of thermal perception. International Journal of Biometeorology, [s.l.], v. 25, n. 2, p.109-122, jun. 1981. Springer Science and Business Media LLC. http://dx.doi.org/10.1007/bf02184458.

AULICIEMS, A.; SZOKOLAY, Y.; STEVEN, V.. Thermal comfort, in: Passive and Low Energy Architecture International Design tools and techniques. Brisbane: The University Of Queensland - Department Of Architecture, 2007. ISBN 0-86776-729-4.

CABANAC, M.. Physiological Role of Pleasure. Science, [s.l.], v. 173, n. 4002, p.1103-1107, 17 set. 1971. American Association for the Advancement of Science (AAAS). http://dx.doi.org/10.1126/science.173.4002.1103.

CABANAC, Michel. Sensory Pleasure. The Quarterly Review Of Biology, [s.l.], v. 54, n. 1, p.1-29, mar. 1979. University of Chicago Press. http://dx.doi.org/10.1086/410981.

CAMARGO, M. G.; FURLAN, Maria Montserrat Dias Pedrosa. Resposta fisiológica do corpo às temperaturas elevadas. Revista Saúde e Pesquisa, 4, pp. 278-288, 2011. ISSN 1983-1870.

CEN - COMITÉ EUROPÉEN DE NORMALISATION. STANDARD EN 15251–2007: Indoor environmental input parameters for design and assessment of energy performance of buildings addressing indoor air quality, thermal environment, lighting and acoustics. Europa, 2007.

COLEY, David et al. Probabilistic adaptive thermal comfort for resilient design. Building And Environment, [s.l.], v. 123, p.109-118, out. 2017. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.buildenv.2017.06.050.

COUTINHO, Antonio Souto. Conforto E Insalubridade Termica Em Ambientes De Trabalho. João Pessoa: Editora da Ufpb, 1998. 210 p.. ISBN 978-8523701260.

DACANAL, C.; LABAKI, L. C.; SILVA, T. M. L. Vamos passear na floresta! O conforto térmico em fragmentos florestais urbanos. Ambiente Construído, 10, pp. 115-132, 2010. ISSN 1678-8621.

DEAR, R.; BRAGER, G.; COOPER, D. Developing an adaptive model of thermal comfort and preference: Final Report on ASHRAE RP - 884. Sydney: MRL, 1997.

DEAR, Richard de, et al. Progress in thermal comfort research over the last twenty years. Indoor Air, [s.l.], v. 23, n. 6, p.442-461, 16 maio 2013. Wiley. http://dx.doi.org/10.1111/ina.12046.

DEAR, Richard de. Revisiting an old hypothesis of human thermal perception: alliesthesia. Building Research & Information, [s.l.], v. 39, n. 2, p.108-117, abr. 2011. Informa UK Limited. http://dx.doi.org/10.1080/09613218.2011.552269.

DEAR, Richard de; KIM, Jungsoo; PARKINSON, Thomas. Residential adaptive comfort in a humid subtropical climate—Sydney Australia. Energy And Buildings, [s.l.], v. 158, p.1296-1305, jan. 2018. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.enbuild.2017.11.028.

DJAMILA, Harimi. Indoor thermal comfort predictions: Selected issues and trends. Renewable And Sustainable Energy Reviews, [s.l.], v. 74, p.569-580, jul. 2017. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.rser.2017.02.076.

FABBRI, Kristian. A Brief History of Thermal Comfort: From Effective Temperature to Adaptive Thermal Comfort. Indoor Thermal Comfort Perception, [s.l.], p.7-23, 2015. Springer International Publishing. http://dx.doi.org/10.1007/978-3-319-18651-1_2.

FANGER, P. O.. Assessment of man's thermal comfort in practice. Occupational And Environmental Medicine, [s.l.], v. 30, n. 4, p.313-324, 1 out. 1973. BMJ. http://dx.doi.org/10.1136/oem.30.4.313.

FANGER, P. O.; TOFTUM, J.. Extension of the PMV model to non-air-conditioned buildings in warm climates. Energy And Buildings, [s.l.], v. 34, n. 6, p.533-536, jul. 2002. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/s0378-7788(02)00003-8.

FERIADI, Henry; WONG, Nyuk Hien. Thermal comfort for naturally ventilated houses in Indonesia. Energy And Buildings, [s.l.], v. 36, n. 7, p.614-626, jul. 2004. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.enbuild.2004.01.011.

HESCHONG, Lisa. Thermal Delight in Architecture. London: The Mit Press, 1979. 78 p.. ISBN 978-0262580397.

HUMPHREYS, Michael et al. Standards for Thermal Comfort: Indoor air temperature standards for the 21st century. London: Routledge, 1995. 261 p. ISBN 978-0419204206.

HUMPHREYS, Michael.; HANCOCK, Mary. Do people like to feel ‘neutral’? Energy And Buildings, [s.l.], v. 39, n. 7, p.867-874, jul. 2007. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.enbuild.2007.02.014.

HUMPHREYS, Michael; NICOL, Fergus; ROAF, Susan. Adaptive Thermal Comfort: Foundations and Analysis. New York: Routledge, 2015. 378 p.. ISBN 978-0-415-69161-1.

INMETRO - INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E TECNOLOGIA. Regulamento Técnico da Qualidade para o Nível de Eficiência Energética de Edificações Comerciais, de Serviços e Públicas, 2013.

IVANOV, K.p.. The development of the concepts of homeothermy and thermoregulation. Journal Of Thermal Biology, [s.l.], v. 31, n. 1-2, p.24-29, jan. 2006. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.jtherbio.2005.12.005.

KIM, Jungsoo; DEAR, Richard de. Thermal comfort expectations and adaptive behavioural characteristics of primary and secondary school students. Building And Environment, [s.l.], v. 127, p.13-22, jan. 2018. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.buildenv.2017.10.031.

KOWALTOWSKI, D. C. C. K. ; BERNARDI, Núbia . Avaliação da Interferência Comportamental do Usuário para a Melhoria do Conforto Ambiental em Espaços Escolares: Estudo de Caso em Campinas-SP. In: ENCONTRO NACIONAL SOBRE CONFORTO NO AMBIENTE CONSTRUÍDO, 6.; ENCONTRO LATINO AMERICANO SOBRE CONFORTO NO AMBIENTE CONSTRUÍDO, 3., 2001, São Pedro. Anais [...]. Campinas: ANTAC, 2001. v. I. p. 37-38.

LAMBERTS et al. Conforto e Stress térmico. Laboratório de eficiência energética em edificações, 2011.

LUO, Maohui et al. The dynamics of thermal comfort expectations: The problem, challenge and impication. Building And Environment, [s.l.], v. 95, p.322-329, jan. 2016. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.buildenv.2015.07.015.

LYRA, Débora Santa Fé Monteiro. Aplicabilidade de índices de conforto térmico: um estudo de caso em Salvador - BA. 2007. 131 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Engenharia Ambiental Urbana, Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2007.

MONTEIRO, Leonardo Marques. Modelo Preditivos de Conforto Térmico: quantificação de relações entre variáveis microclimáticas e de sensação térmica para avaliação e projeto de espaços abertos. 2008. 382 f. Tese (Doutorado) - Curso de Arquitetura e Urbanismo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008.

NICOL, J. Fergus; ROAF, Susan. Rethinking thermal comfort. Building Research & Information, [s.l.], v. 45, n. 7, p.711-716, 30 mar. 2017. Informa UK Limited. http://dx.doi.org/10.1080/09613218.2017.1301698.

NODA, L. et al. Condições ambientais e percepção do conforto térmico: estudo de caso com trabalhadores de escritórios. XVI Encontro Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído, setembro de 2016.

OROSA, José A.; OLIVEIRA, Armando C.. A new thermal comfort approach comparing adaptive and PMV models. Renewable Energy, [s.l.], v. 36, n. 3, p.951-956, mar. 2011. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.renene.2010.09.013.

PARKINSON, Thomas; DEAR, Richard de. Thermal pleasure in built environments: physiology of alliesthesia. Building Research & Information, [s.l.], v. 43, n. 3, p.288-301, 15 dez. 2014. Informa UK Limited. http://dx.doi.org/10.1080/09613218.2015.989662.

PARKINSON, Thomas; DEAR, Richard de; CANDIDO, Christhina. Thermal pleasure in built environments: alliesthesia in different thermoregulatory zones. Building Research & Information, [s.l.], v. 44, n. 1, p.20-33, 10 jul. 2015. Informa UK Limited. http://dx.doi.org/10.1080/09613218.2015.1059653.

PEI, Zufeng et al. Comparative study on the indoor environment quality of green office buildings in China with a long-term field measurement and investigation. Building And Environment, [s.l.], v. 84, p.80-88, jan. 2015. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.buildenv.2014.10.015.

PERILLO, Paulo José Lima; CAMPOS, Marcus André Siqueira; ABREU-HARBICH, Loyde Vieira de. Conforto térmico em salas de aula: revisão sistemática da literatura. PARC Pesquisa em Arquitetura e Construção, [s.l.], v. 8, n. 4, p.236-248, 31 dez. 2017. http://dx.doi.org/10.20396/parc.v8i4.8650268.

RUPP, Ricardo Forgiarini. Conforto térmico humano em edificações de escritórios localizadas no clima subtropical úmido de Florianópolis/SC. 2018. 289 f. Tese (Doutorado) - Curso de Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2018.

RUPP, Ricardo Forgiarini; DEAR, Richard de; GHISI, Enedir. Field study of mixed-mode office buildings in Southern Brazil using an adaptive thermal comfort framework. Energy And Buildings, [s.l.], v. 158, p.1475-1486, jan. 2018. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.enbuild.2017.11.047.

RUPP, Ricardo Forgiarini; VÁSQUEZ, Natalia Giraldo; LAMBERTS, Roberto. A review of human thermal comfort in the built environment. Energy And Buildings, [s.l.], v. 105, p.178-205, out. 2015. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.enbuild.2015.07.047.

SHAHZAD, Sally et al. Does a neutral thermal sensation determine thermal comfort? Building Services Engineering Research And Technology, [s.l.], v. 39, n. 2, p.183-195, 25 jan. 2018. SAGE Publications. http://dx.doi.org/10.1177/0143624418754498.

SHOOSHTARIAN, Salman; RAJAGOPALAN, Priyadarsini. Study of thermal satisfaction in an Australian educational precinct. Building And Environment, [s.l.], v. 123, p.119-132, out. 2017. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.buildenv.2017.07.002.

SHOVE, Elizabeth et al. Comfort in a lower carbon society. Building Research & Information, [s.l.], v. 36, n. 4, p.307-311, ago. 2008. Informa UK Limited. http://dx.doi.org/10.1080/09613210802079322.

SOUSA, Mayara Cynthia Brasileiro de. Desejo por conforto térmico: Estratégias adaptativas e modelos de conforto térmico no semiárido paraibano. 2018. 134 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2018.

TAKASU, Marina et al. Study on adaptive thermal comfort in Japanese offices under various operation modes. Building And Environment, [s.l.], v. 118, p.273-288, jun. 2017. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.buildenv.2017.02.023.

TORRES, Manoel Geronimo Lino. Conforto térmico e desempenho nos ambientes de ensino com inovações tecnológicas – estudo de multicascos no nordeste brasileiro. 2016. 162 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Engenharia de Produção, Universidade Federal da Paraiba, João Pessoa, 2016.

VECCHI, Renata de. . Avaliação de conforto térmico em edificações comerciais que operam sob sistemas mistos de condicionamento ambiental em clima temperado e úmido. 2015. 237 f. Tese (Doutorado) - Curso de Engenharia Civil, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2015.

VECCHI, Renata de; CÂNDIDO, Christhina Maria; LAMBERTS, Roberto. Thermal history and comfort in a Brazilian subtropical climate: a 'cool' addiction hypothesis. Ambiente Construído, [s.l.], v. 16, n. 1, p.7-20, jan. 2016. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s1678-86212016000100057.

WEBB, A. L. Mapping Comfort: An analysis method for understanding diversity in the Thermal comfort. 2012. 166 Architecture, Massachusetts Institute of Technology.

WONG, N.h et al. Thermal comfort evaluation of naturally ventilated public housing in Singapore. Building And Environment, [s.l.], v. 37, n. 12, p.1267-1277, dez. 2002. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/s0360-1323(01)00103-2.

XAVIER, Antônio Augusto de Paula. Predição de conforto térmico em ambientes internos com atividades sedentárias – Teoria física aliada a estudos de campo. 2000. 251 f. Tese (Doutorado) - Curso de Engenharia de Produção e Sistemas, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2000.

YANG, Diyu; XIONG, Jing; LIU, Weiwei. Adjustments of the adaptive thermal comfort model based on the running mean outdoor temperature for Chinese people: A case study in Changsha China. Building And Environment, [s.l.], v. 114, p.357-365, mar. 2017. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.buildenv.2016.12.038.

A PARC Pesquida em Arquitetura e Construção utiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.

Downloads

Não há dados estatísticos.