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A percepção de pessoas com deficiência e idosos sobre a acessibilidade
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Palavras-chave

Parque público
Acessibilidade
PCD
Idosos
Percepção

Como Citar

KLEIN, Pâmela; GRIGOLETTI, Giane de Campos. A percepção de pessoas com deficiência e idosos sobre a acessibilidade: estudo no Parque João Goulart, RS. PARC Pesquisa em Arquitetura e Construção, Campinas, SP, v. 12, n. 00, p. e021024, 2021. DOI: 10.20396/parc.v12i00.8661766. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/parc/article/view/8661766. Acesso em: 24 maio. 2024.

Resumo

Passados quase 35 anos da criação de uma norma brasileira voltada para a acessibilidade de pessoas com deficiência (PCD), é frequente encontrar espaços públicos de lazer que possuem infraestrutura inadequada para esses usuários. Técnicas de levantamento da percepção ambiental contribuem para compreender as suas preferências e melhorar a qualidade desses espaços. Este artigo objetivou analisar a percepção de pessoas com deficiência física, com deficiência visual e idosos sobre a acessibilidade no Parque João Goulart (PJG), localizado na cidade de Santa Rosa, interior do estado do RS, de modo a colaborar com o planejamento de espaços mais adequados as suas necessidades. O método envolveu duas ferramentas: entrevistas, com perguntas fechadas e abertas, e técnica de preferências por imagens. Participaram da pesquisa 145 pessoas com deficiência física e visual e idosos. Os resultados apontaram diferenças na percepção da acessibilidade do parque, conforme o tipo de limitação (física, visual ou envelhecimento). Os idosos foram os que consideraram o parque mais acessível, e as pessoas com deficiência visual, menos acessível. As opiniões das pessoas entrevistadas refletem suas limitações, ou seja, quanto menos autonomia física a pessoa possui, mais sensível é às questões de acessibilidade. A percepção de usuários com deficiência física, visual e idosos é fundamental para compreender e apontar as falhas do ambiente construído no não atendimento as suas necessidades específicas. Observou-se, nos grupos pesquisados, que o entendimento da acessibilidade se baseia nas experiências pessoais, muitas vezes sem considerar condições físicas que não as suas próprias.

https://doi.org/10.20396/parc.v12i00.8661766
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