Cultura material escolar: o papel da arquitetura

Autores

Palavras-chave:

Arqueologia da Arquitecura. Escolas do ensino fundamental. Culcura material. Escolas de Buenos Aires

Resumo

Ao pensar em uma escola, a primeira imagem que vem à nossa cabeça, provavelmente, é a de um edifício. Podemos dizer, então, que a representação mental que temos de uma escola é seu correlaw físico (edifício). Assim, o estudo de sua arquitetura e as transformações experimentadas por ela ao longo do tempo, considerando a arquitetura como um eipo de comunicação não verbal, é uma linha alcernaeiva para analisar discursos ligados ao manejo do poder, codificados em paredes. Escolhemos desenvolver o estudo a pareir da Arqueologia, como disciplina especializada no escudo da cultura material, já que ela apresenta asferramentas teórico-mewdológicas mais úteis para nossos objetivos. Como escudo de caso, apresentamos uma análise das escolas do ensino fundamental, na cidade de Buenos Aires, Argentina.

Abstract:

When we think about schools, the first image we associate to the subject is most probably that of a school building. We can thus say that this mental template corresponds w the material world. 50, the scudy of school architeccure and its changes over time, considering it as a non-verbal form of communication, is an alcernative way of analyzing the management of power, as coded in the walls. This study has been carried oU( from an archaeological standpoint, since archeology is a specialized discipline concerned with material culcure- and provides us with very useful theoretical-methodological wols to meet Qur goals. As a case study, we present an analysis of eIementary schools in Buenos Aires, Argentina.

Key words: Archaeology of architecture. EIementary schools. Material culture. Schools in Buenos Aires

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Pedra Paulo Funari, Universidade Estadual de Campinas

Pedro Paulo Abreu Funari (São Paulo, 1959)[1] é um arqueólogo brasileiro, professor da Universidade Estadual de Campinas e líder de grupo de pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Atualmente participa do conselho editorial de trinta revistas científicas brasileiras e quatorze estrangeiras entre elas o Public Archaeology, o Journal of Social Archaeology e o International Journal of Historical Archaeology.[2] Sua contribuição ao meio científico atual é mais de 330 artigos publicados em revistas de todo o mundo. É autor e co-autor de mais de 80 livros na área de história e arqueologia. Organizou mais dezenove reuniões científicas

Andrés Zarankin, Universidade Estadual de Campinas

Sou professor titular do Departamento Antropologia e Arqueologia da FAFICH-UFMG, onde ministro aulas na graduação e na pós-graduação. Tambem fui sub-coordenador do mestrado em Antropologia (2006-2008) sub-coordenador do curso de Antropologia (2009-2011) Chefe do Departamento de Sociologia e Antropologia (2011-2013 ) e Chefe do Departamento de Antropologia e Arqueologia (2013- 2014 ). Atualmente sou o coordenador da Pos-Graduacao em Antropologia (2014- ).Fui bolsista do CONICET, FAPESP e CNPQ. Minha formação inclui; graduação em Antropologia com orientação em Arqueologia na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires (1988-1994), Especialização em Historia e Critica da Arquitetura na Faculdade de Desenho, Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Buenos Aires (1995-1997) e Doutorado em Historia na Unicamp (1998-2001).

Referências

ALONSO LIMA, M. Formas Arquirecurais esporrivas no Esrado Novo (I 937-1945): Suas implicações na plásrica do corpo e espíritos. Nirerói: FUNARTE, 1979.

BLANTON, R. Houses end Households. New York: Plenum Press, 1994.

BOURDIEU, P. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Berrrand Brasil, 1989.

DELEUZE, G. Controle e devenir. Conversações 1972-1990. São Paulo: Editora 34, 1990.

DINAE, MCyE. Código Rector de Arquirecrura Escolar.Minisrerio de Culrura y Educación. Buenos Aires, 1973.

FAURE, E. Aprender a Ser. Madrid: Alianza, 1973.

FORRESTER, V. EI Horror Económico. México: Fondo Económico de Cultura, 1996.

FORRESTER, V. Una Exrraóa Dicradura. México: Fondo Económico de Cultura, 2000.

GAUDEMAR, J.P. Preliminares para una genealogía de Ias formas de disciplina en eI proceso capiralisra de rrabajo. In Espacios de Poder. Madrid: La Piquera, 1981.

GOODMAN, P. La Nueva Reforma. Barcelona: Kairós, 1972.

GOODMAN, P. La Des-educacón Obligatoria. Barcelona: Fontanella, 1973.

HERAS MONTOYA, L. Com prender d Espacio Educarivo: Invesrigación ernográfica sobre un centro escolar. Malaga: AIjibe, 1997.

HILLIER, B.; HANSON, J. The Social Logic ofSpace. Cambridge: Cambridge Universiry Press, 1984.

ILLICH, I. La Sociedad Desecolarizada. Barcelona: Barral, 1974.

QUERRIEN, A. Trabajos Elementales sobre Ia Escuela Primaria. Madrid: Ediciones La Piquera, 1979.

TRILLA. J.Ensayos Sobre IaEscuela; EIEspacio Social y Material de Ia Escuda. Barcelona: Alertes, 1985.

VINAO FRAGa, A. (coord.). EI espacio escolar. Revista Historia de Ia Educación, n.12- 13, Salamanca. 1993/4.

VINAO FRAGa; A. ESCOLANO. Currículo, Espaço e Subjetividade: a arquitetUra como programa. Rio de Janeiro: A. DP&A, 1998.

ZARANKIN, A. Paredes que Domesticam: Arqueologia da Arquitetura Escolar Capitalista; O caso de Buenos Aires. Centro de Historia da Acre e Arqueologia (IFCH-UNICAMP)/ FAPESP, 2002.

Downloads

Publicado

2016-03-01

Como Citar

FUNARI, P. P.; ZARANKIN, A. Cultura material escolar: o papel da arquitetura. Pro-Posições, Campinas, SP, v. 16, n. 1, p. 135–144, 2016. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8643759. Acesso em: 29 jun. 2022.

Edição

Seção

Dossiê