Problematizando o novo currículo mínimo de enfermagem: desafios e possibilidades

Autores

  • Maria Helena Salgado Bagnato Universidade Estadual de Campinas

Palavras-chave:

Educação em Enfermagem. Graduação em Enfermagem. Currículo Mínimo de Enfermagem. Licenciatura em Enfermagem

Resumo

O objetivo deste artigo é o de identificar algumas pro-posições para a discussão do processo de reformulação do currículo dos cursos de graduação em Enfermagem, que foi implantado como currículo pleno em 1996. As autoras entendem que uma mudança no currículo é mais ampla que a simples alteração dos nomes ou do número de horas das disciplinas. Alguns questionamentos são feitos em relação: (1) à visão de mundo, de homem e sociedade dos profissionais, dos professores, dos alunos e da população; (2) ao mercado de trabalho; às políticas de saúde, buscando romper com uma forma já estabelecida de ser e fazer Enfermagem. A seguir, é analisada a importância de a Licenciatura em Enfermagem estar integrada às disciplinas do Bacharelado. Palavras-chaves: Educação em Enfermagem; Graduação em Enfermagem; Currículo Mínimo de Enfermagem; Licenciatura em Enfermagem.

Abstract

The purpose of this paper is to identify some assumptions for the discussion of the curriculum reform in the undergraduate course in Nursing which began to be implemented in 1996. The authors understand that change in curriculum is more complex than simple changes in the names or the number of hours of the disciplines. Some questions are raised in relation to: (1) the world's, man's and society's vision of the professionals, of teachers, students and people; (2) the health policies, trying to break with an already established form of being and doing Nursing. Next, the relevance of integrating the Licence Course in Nursing with the Bachelor Degree in Nursing is analized.

Descriptors: Nursing Education; Nursing Course; Nursing Licentiature; Undergraduate Course in Nursing

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Maria Helena Salgado Bagnato, Universidade Estadual de Campinas

possui Licenciatura e Bacharelado em Enfermagem pela Universidade Federal de São Carlos (1980), Mestrado em Educação pela Universidade Federal de São Carlos (1987), Doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (1994), Pós-doutorado em Educação na Universidade de Barcelona (2004) e Livre Docência pela Universidade Estadual de Campinas. É professora da Universidade Estadual de Campinas e Coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Práticas de Educação e Saúde (PRAESA). Participou da comissão editorial da revista Pro-Posições (Unicamp) . Também é orientadora de doutorado e de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Educação da UNICAMP.

Referências

Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação - ANFOPE (1992).

Documento Final. Encontro Nacional, 6. Belo Horizonte, s/no Associação acional pela Formação dos Profissional> da Educação - ANFOPE (1994).

Documento Final. Encontro Nacional, 7. Niterói, s/no Bagnato, M. H. S. (1994). Licenciatura em enfermagem: para quê? Campinas. Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas. (Tese de Doutoramento).

Demo, P. (1994). Crise dos paradigmas da educação superior. Educação Brasileira, 16(32), 15-48.

De Sordi, M. R. L. (1994). Os efeitos da avaliação institucional sobre o ensino de graduação. Anais.

Fórum Nacional de Pró-Reitores de Graduação das Universidades Brasileiras, 7. Fortaleza.

Frigotto, G. (1995). Educação e formação humana: Ajuste neoconservador e alternativa democrática.

In: P. A. A. e Silva, T. T. da (orgs.) Neoliberalismo, qualidade total e educação.

Petrópolis: Vozes.

Moreira, A. F. B. (1990). Currículos e Programas no Brasil. Campinas: Papirus.

Silva, T. T. e Moreira, A. F. B. (1994). Sociologia e teoria crítica do currículo: Uma introdução. In: Silva, Currículo, cultura e sociedade. São Paulo: Cortez.

Downloads

Publicado

2016-03-14

Como Citar

BAGNATO, M. H. S. Problematizando o novo currículo mínimo de enfermagem: desafios e possibilidades. Pro-Posições, Campinas, SP, v. 8, n. 1, p. 38-44, 2016. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8644202. Acesso em: 25 nov. 2020.

Edição

Seção

Artigos