Banner Portal
Os necrológios e a educação da criança pela família na província do Paraná (1853-1889)
PDF
Remoto

Palavras-chave

Educação. Família. Século XIX. Fontes. Necrológios.

Como Citar

ANJOS, Juarez José Tuchinski dos. Os necrológios e a educação da criança pela família na província do Paraná (1853-1889). Pro-Posições, Campinas, SP, v. 28, n. 1, p. 81–102, 2017. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8649161. Acesso em: 19 maio. 2024.

Resumo

O artigo apresenta parte dos resultados de uma pesquisa de doutorado que investigou a educação da criança pela família no século XIX, na Província do Paraná (1853-1889). Adotando o método de pesquisa histórico-documental, o objetivo aqui é interrogar um tipo de fonte em particular – os necrológios publicados em jornais – visando construir uma definição dessa educação dada pelos pais aos seus filhos, no tempo da infância. As conclusões apontam que a educação da criança pela família parece ter sido uma prática social e cultural, para a aquisição de atitudes e comportamentos, ora caros à organização e às necessidades das famílias, ora vistos como baluarte para a sociedade em que elas viveram.
PDF
Remoto

Referências

Bastos, M.H.C. (2006). A pesquisa em história da educação em revista. In A. Schelbauer, I. J. C. Lombard, & M. C. Machado (Orgs.), Educação em debate: perspectivas, abordagens, historiografia (pp. 99-128). Campinas: Autores Associados.

Bloch, M. (2011) A apologia da história ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.

Bluteau, R. (1728). Vocabulário português e latino... Coimbra: Cia de Jesus.

Bourdieu, P. (2001). A ilusão biográfica. In J. Amado, & M. de M. Ferreira (Orgs.), Usos e abusos da história oral (pp.183-191). Rio de Janeiro: Editora da FGV.

Chartier, R. (2002) A história cultural entre práticas e representações. Lisboa: Difel.

Coelho, S. J. C. (1995). Passeio à minha terra. Curitiba: Farol do Saber. Conselheiro Fiel do Povo (1860). Rio de Janeiro: Laemmert.

Duby, G. (1989). O prazer do historiador. In P. Nora (Org.), Ensaios de ego-história (pp.109- 138). Lisboa: Edições 70.

Duby, G. (1993). A história continua. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.

Elias, N. (2002). A solidão dos moribundos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.

Farge, A. (1999). Lugares para a história. Lisboa: Teorema.

Faria Filho, L. M. (2008). O processo de escolarização em Minas Gerais: questões teóricometodológicas e perspectivas de análise. In T. N. L. Fonseca, & C. G. Veiga, (Orgs.), História e historiografia da educação no Brasil (pp.77-98). Belo Horizonte: Autêntica.

Febvre, L.(1989). Combates pela história. Lisboa: Presença.

Febvre, L. (2009). O problema da incredulidade do século XVI: a religião de Rabelais. São Paulo: Companhia das Letras.

Fonseca, J. (1848). Dicionário da Língua Portuguesa... Paris-Lisboa: Auilard-Bertrand.

Fonseca, T. N. L. (2011) (Org.). As reformas pombalinas no Brasil. Belo Horizonte: Mazza.

Freyre, G. (1963). O escravo nos anúncios de jornais brasileiros do século XIX. Rio de Janeiro: Global.

Gilies, A.M.R. (2014). O diário de uma imigrante britânica no Paraná (1860-1890). Memórias, trabalho e sociabilidades. Curitiba: Museu Paranaense.

Ginzburg, C. (1989). Sinais: raízes de um paradigma indiciário. In Mitos, Emblemas, Sinais (pp. 143-180). São Paulo: Companhia das Letras.

Ginzburg, C. (2008). O queijo e os vermes. O cotidiano e as ideias de um moleiro perseguido pela inquisição. São Paulo: Companhia das Letras.

Gondra, J.G.; Schueller, A. F. M. (2008). Educação, poder e sociedade no império brasileiro. São Paulo: Cortez.

Gouvêa, M. C. S. (2004). Tempo de aprender: a produção histórica da idade escolar. Revista Brasileira de História da Educação, 8, 265-288.

Inácio, M. S., Faria Filho, L., Rosa W., & Sales, Z. E.(Orgs.) (2006). Escola, política e cultura. Belo Horizonte: Argumentum.

Kuhlmann Jr., M. (1999). Raízes da historiografia educacional brasileira (1881-1922). Cadernos de Pesquisa, 106, 159-171.

Le Goff, J. (2003). História e memória. Campinas: Editora da Unicamp.

Levi, G. (1991). Sobre a micro-história. In P. Burke, A escrita da história. Novas perspectivas. São Paulo: Unesp.

Lindemann, A. (1888). Carta Testamento. Departamento de Arquivo Público do Paraná. Fundo Poder Judiciário, manuscrito.

Lopes, E. M. S., & Galvão, A. M. O. (2010). Território plural: a pesquisa em história da educação. São Paulo: Ática.

Miguel, M. E. B. (2011). Práticas escolares e processos educativos na escola provincial paranaense (1954-1889). In W. Gonçalves Neto, M. E. B. Miguel, & A. Ferreira Neto (Orgs.), Práticas escolares e processos educativos: currículo, disciplinas e instituições escolares (séculos XIX e XX) (pp. 179-204, Coleção: Horizontes da Pesquisa em História da Educação no Brasil, 4). Vitória: EDUFES.

Monarcha, C. (2007). História da educação (brasileira): formação do campo, tendências e vertentes investigativas, História da Educação. 21, 51-78.

Morais da Silva, A. (1813). Dicionário da Língua Portuguesa... Lisboa: Typografia Lacerdiana.

Necrológio. (1859). O Dezenove de Dezembro. Curitiba, janeiro, 08.

Necrológio. (1861). Correio Oficial. Curitiba, dezembro, 20.

Necrológio. (1862). O Dezenove de Dezembro. Curitiba, dezembro, 24.

Necrológio. (1865). O Dezenove de Dezembro. Curitiba, março, 04.

Necrológio. (1868). O Dezenove de Dezembro. Curitiba, maio, 13.

Necrológio. (1870). O Dezenove de Dezembro. Curitiba, abril, 06.

Necrológio. (1871). O Dezenove de Dezembro. Curitiba, setembro, 06.

Necrológio. (1872a) O Dezenove de Dezembro. Curitiba, maio, 01.

Necrológio. (1872b). O Dezenove de Dezembro. Curitiba, setembro, 18.

Necrológio (1876a). A Província do Paraná. Curitiba, janeiro, 23.

Necrológio (1876b). A Província do Paraná. Curitiba, novembro, 13.

Necrológio. (1880). O Paranaense. Curitiba, janeiro, 18.

Nunes, C., & Carvalho, M. M. C. (1993). História da Educação e fontes. Cadernos ANPED, 5, 7-64.

Nunes, J. H. (2006). Dicionários no Brasil. Análise e história do século XVI ao XIX. São Paulo: Pontes.

Thompson, E.P. (2009a). A miséria da teoria ou um planetário de erros. Curitiba: Copylex.

Thompson, E. P. (2009b). A venda de esposas. In Costumes em comum (pp.305-352). São Paulo: Companhia das Letras.

Vasconcelos, M. C. C. (2005). A casa e seus mestres. Rio de Janeiro: Gryphos.

Veiga, C. G. (2008). Escola pública para os negros e pobres no Brasil: uma invenção imperial. Revista Brasileira de Educação, 13(39), 502-516.

Verdelho, T. (2002). Dicionários portugueses, breve história. In J. H. Nunes, & P. Petter (Orgs.), História do saber lexical e constituição de um léxico brasileiro (pp.15-64, 1a ed.). São Paulo: Pontes.

Proposições utiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.

Downloads

Não há dados estatísticos.