A genealogia e a pesquisa em educação

crianças disparatadas como zonas cegas no diagrama de forças sociais ou nos dispositivos de poder/saber

Autores

Palavras-chave:

Pesquisa genealógica, Diagrama de forças, Dispositivo de saber/poder, Educação, Infância

Resumo

O ensaio aborda como a pesquisa genealógica pode contribuir para visibilizar, nos processos educativos, zonas cegas existentes em qualquer diagrama de forças sociais ou dispositivo de saber e poder nos quais as crianças podem exercer uma resistência. Utiliza a literatura para exemplificar a força da inventividade infantil. Discute algumas dimensões da pesquisa genealógica: o exame dos processos de subjetivação; a análise do plano de consistência e o acaso das lutas; o sentido descontínuo da história e o peso da tradição; a sensação de estranhamento e atenção do pesquisador; o enfrentamento dos efeitos de verdade e seu desmonte, visando a escapar não ao poder em si, mas às estratégias particulares das relações de saber e poder.

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Biografia do Autor

Janete Magalhães Carvalho, Universidade Federal do Espírito Santo

Doutora em e Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora Titular da Universidade Federal do Espírito Santo. 

Patrick Stefenoni Kuster, Universidade Federal do Espírito Santo

Doutorando em Educação no Programa de Pós-Graduação em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo.

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Publicado

2022-04-15

Como Citar

CARVALHO, J. M. .; KUSTER, P. S. . A genealogia e a pesquisa em educação: crianças disparatadas como zonas cegas no diagrama de forças sociais ou nos dispositivos de poder/saber. Pro-Posições, Campinas, SP, v. 33, p. e20200031, 2022. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8669257. Acesso em: 2 dez. 2022.

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