Arqueologia e a guerrilha do Araguaia ou a materialidade contra a não narrativa

Autores

  • Rafael de Abreu e Souza Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.20396/rap.v8i2.8635658

Palavras-chave:

Arqueologia do Passado Contemporâneo. Arqueologia da Repressão e da Resistência. Guerrilha do Araguaia. Narrativa

Resumo

Neste artigo, utilizo o exemplo das buscas pelos desaparecidos na Guerrilha do Araguaia para levantar questões, mais do que fechá-las, sobre a potencialidade da arqueologia em contextos associados à repressão orquestrada pela ditadura militar brasileira. Parto do pressuposto de que a arqueologia, reivindicando a si o estudo da materialidade, opõese diametralmente à não narrativa perpetrada pelo ostensivo silêncio oficial sobre os eventos ocorridos. Enquanto ferramenta política, dialógica a construção de memórias materiais, a Arqueologia da Repressão e da Resistência é uma autoarqueologia, plural, do crível e do vivível.

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Biografia do Autor

Rafael de Abreu e Souza, Universidade Estadual de Campinas

Mestre em Arqueologia pela Universidade de São Paulo, com ênfase em Arqueologia Histórica, Arqueologia da Industrialização e Louças brasileiras, no século XX. Doutorando em Ambiente e Sociedade pela Universidade Estadual de Campinas e em Arqueologia pela Universidade de São Paulo, com ênfase em Arqueologia do Passado Contemporâneo. Especialista em Gestão Ambiental pelo Centro Universitário Senac com ênfase em diagnóstico de patrimônio cultural em áreas de comunidades tradicionais. Especializado em contextos associados ao século XX e populações operárias, pescadoras e sertanejas.

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Publicado

2015-06-01

Como Citar

SOUZA, R. de A. e. Arqueologia e a guerrilha do Araguaia ou a materialidade contra a não narrativa. Revista Arqueologia Pública, Campinas, SP, v. 8, n. 2[10], p. 213–230, 2015. DOI: 10.20396/rap.v8i2.8635658. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rap/article/view/8635658. Acesso em: 18 out. 2021.