Com quantas caixas se faz uma reserva técnica? Um relato de experiência sobre a gestão dos acervos arqueológicos no MAE/UFBA

  • Mara Lúcia Carrett de Vasconcelos Universidade Federal da Bahia
  • Tainã Moura Alcântara Universidade Federal da Bahia
Palavras-chave: Gestão de acervos. Acervos arqueológicos. Museus de arqueologia. Conservação preventiva. Reserva técnica.

Resumo

A gestão dos acervos é parte fundamental para que instituições de salvaguarda do patrimônio arqueológico cumpram suas funções de pesquisa, conservação e extroversão. No contexto dos museus de arqueologia, as reservas técnicas são talvez os espaços que mais têm sofrido as consequências da incorporação contínua de grandes quantidades de objetos, decorrente principalmente do aumento no número das pesquisas preventivas, e da falta de recursos das instituições. No Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal da Bahia (MAE/UFBA), a reserva técnica que abriga o acervo arqueológico foi submetida, na última década, a sucessivas realocações e encontra-se hoje em local provisório e inadequado, sendo considerada inapta para o recebimento de novas coleções. O esforço atual do MAE/UFBA consiste na implementação de um projeto de requalificação deste espaço, com a finalidade de minimizar o impacto causado pelos agentes de deterioração e garantir a preservação dos artefatos. A ação final relativa ao projeto consistirá na construção do Centro de Referência em Arqueologia e Conservação e Restauro, que abrigará reserva técnica e laboratórios para utilização tanto do museu como de outras unidades da universidade.

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Biografia do Autor

Mara Lúcia Carrett de Vasconcelos, Universidade Federal da Bahia
Conservadora-restauradora do Museu de Arqueologia da Universidade Federal da Bahia (MAE/UFBA). Doutoranda em Museologia e Patrimônio pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Mestra em Arqueologia pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Graduação em Conservação e Restauro de Bens Culturais Móveis pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e em Comunicação Social - Bacharelado em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Tem experiência na área de Conservação e Restauro e Museologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Conservação Preventiva e Conservação Arqueológica.
Tainã Moura Alcântara, Universidade Federal da Bahia

Arqueóloga no Museu de Arqueologia e Etnologia/UFBA.

Referências

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GARCÍA FORTES, S.; FLOS TRAVIESO, N. Conservación y restauración de bienes arqueológicos. Madrid: Sintesis, 2008.

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Publicado
2017-11-30
Como Citar
Vasconcelos, M. L. C. de, & Alcântara, T. M. (2017). Com quantas caixas se faz uma reserva técnica? Um relato de experiência sobre a gestão dos acervos arqueológicos no MAE/UFBA. Revista Arqueologia Pública, 11(2[19]), 153-165. https://doi.org/10.20396/rap.v11i2.8650056