Percursos e Fronteiras: os labirintos entre a proteção legal e a salvaguarda institucional das coleções arqueológicas no Brasil.

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/rap.v11i2.8650098

Palavras-chave:

Patrimônio arqueológico. Políticas públicas patrimoniais. Musealização da arqueologia. Coleções. Licenciamento ambiental.

Resumo

O artigo aborda os instrumentos legais de preservação do patrimônio arqueológico no Brasil, buscando compreender, sob o ponto de vista museológico, os impactos das pesquisas arqueológicas sobre as instituições responsáveis pelas ações de guarda e pesquisa destes bens, com observações orientadas a discutir as relações que permeiam os distintos atores envolvidos neste processo. Diante dos temas tratados, busca-se ainda articular a Musealização da Arqueologia como uma abordagem conceitual e prática essencial para o fortalecimento dos procedimentos institucionais de gestão deste patrimônio.

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Biografia do Autor

Paulo Otávio Laia, Universidade Federal de Ouro Preto

MUSEÓLOGO - Bacharel em Museologia pela Universidade Federal de Ouro Preto, com formação complementar em Antropologia Social pela Universidad de Quintana Roo, Chetumal - México, realizada por intercâmbio acadêmico internacional. Atua no desenvolvimento de projetos relacionados à Gestão de Acervos Museológicos, Comunicação Museológica e Expografia, Projetos de Educação Patrimonial e Processos Museológicos Comunitários. Desenvolve pesquisas acadêmicas e profissionais em temas como: Musealização da Arqueologia, Gestão de Coleções Arqueológicas, Políticas Públicas Patrimoniais, Espaços Socioculturais e Implantação de Museus. É pesquisador do Laboratório de Pesquisas em Arqueologia, Patrimônio e Processos Museológicos Comunitários, do Departamento de Museologia da UFOP. Integra ainda a Rede de Museus e Acervos de Arqueologia e Etnologia (REMAAE) e o Grupo de Trabalho Acervos Arqueológicos da Sociedade de Arqueologia Brasileira.

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Publicado

2017-11-30

Como Citar

LAIA, P. O. Percursos e Fronteiras: os labirintos entre a proteção legal e a salvaguarda institucional das coleções arqueológicas no Brasil. Revista Arqueologia Pública, Campinas, SP, v. 11, n. 2[19], p. 166–185, 2017. DOI: 10.20396/rap.v11i2.8650098. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rap/article/view/8650098. Acesso em: 4 fev. 2023.