A construção de cartografias insurgentes:

um relato sobre a oficina “Devassos no Paraíso, Bichas e Putas em um País Tropical: Discutindo Arqueologias e Sexualidades”

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/rap.v16i1.8659756

Palavras-chave:

Cartografias Insurgentes , Arqueologia Queer , Trabalhadoras sexuais , Comunidade LGBTQIA , Direito à cidade

Resumo

Neste artigo, discutiremos a construção da oficina intitulada “Devassos no Paraíso, Bichas e Putas em um País Tropical: Discutindo Arqueologias e Sexualidades”, realizada no evento “Cidades em Transe: Cotidianos em Conexão”, na cidade de Pelotas/RS. A oficina foi elaborada a partir dos aportes teórico-metodológicos da Arqueologia da Paisagem e da Arqueologia Queer e teve como foco a criação de cartografias insurgentes, que contestam as normas da ciência cartográfica e mapeiam os conflitos e as (re)existências na cidade. Estas cartografias foram concebidas enquanto formas de manifestar as vivências cotidianas das trabalhadoras sexuais e da comunidade LGBTQIA+ na paisagem do passado-presente-futuro de Pelotas. Além disso, suscitaram discussões entre as/os/es participantes sobre a luta pelo direito à cidade travadas por estas pessoas e as suas formas de resistir contra a putafobia e a LGBTQIA+fobia.

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Biografia do Autor

Newan Acacio Oliveira de Souza, Universidade Federal de Santa Catarina

Mestrado em andamento no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGAS/UFSC). Bacharelado em Arqueologia pela Universidade Federal do  Rio  Grande  (FURG).  Integrante  do  Grupo  de  Estudos  Etnográficos  Urbanos  da  Universidade Federal de  Pelotas  (GEEUR/UFPel).  Bolsista  da  Coordenação  de  Aperfeiçoamento  de  Pessoal  de Nível Superior (CAPES).

Vanessa Avila Costa, Universidade Federal de Pelotas

Bacharela  em   Arqueologia  pela   Universidade  Federal  do  Rio  Grande  (FURG),  mestra   em Antropologia (área de concentração em Arqueologia) pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e doutoranda  em  Antropologia  (área  de  concentração  em Arqueologia)  pela  UFPel.  É  integrante  do Grupo  de  Estudos  Etnográficos  Urbanos  (GEEUR/UFPel)  e  pesquisadora  do  Liber  Studium – Laboratóriode Arqueologia  do Capitalismo da FURG. Bolsista CAPES/BRASIL.

Louise Prado Alfonso, Universidade Federal de Pelotas

Doutora  em  Arqueologia  pelo  Museu  de  Arqueologia  e  Etnologia  da  Universidade  de  São  Paulo (MAE/USP).  Professora  do  Departamento  de  Antropologia  e  Arqueologia  (DAA)  e  do  Programa  de Pós-Graduação em Antropologia (PPGAnt) do Instituto de Ciências Humanas (ICH) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Professora do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PROGRAU)  da  UFPel.  Integrante  do  Grupo  de  Estudos  Etnográficos  Urbanos  (GEEUR/UFPel).

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Publicado

2021-06-28

Como Citar

ACACIO OLIVEIRA DE SOUZA, N. .; AVILA COSTA, V. .; PRADO ALFONSO, L. A construção de cartografias insurgentes: : um relato sobre a oficina “Devassos no Paraíso, Bichas e Putas em um País Tropical: Discutindo Arqueologias e Sexualidades” . Revista Arqueologia Pública, Campinas, SP, v. 16, n. 1, p. 185–204, 2021. DOI: 10.20396/rap.v16i1.8659756. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rap/article/view/8659756. Acesso em: 9 dez. 2021.