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“Pathé-Baby”: os deslizamentos da prosa turística de Alcântara Machado
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Palavras-chave

Pathé-Baby. Cinema e literatura. Cinema silencioso e música.

Como Citar

CARVALHO, D. C. “Pathé-Baby”: os deslizamentos da prosa turística de Alcântara Machado. Remate de Males, Campinas, SP, v. 37, n. 1, p. 385–407, 2017. DOI: 10.20396/remate.v37i1.8649237. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8649237. Acesso em: 24 fev. 2024.

Resumo

O artigo propõe uma análise de Pathé-Baby (1926), do paulistano Alcântara Machado, no que toca ao diálogo estabelecido pela obra com a tradição literária – sobretudo no que diz respeito à subversão do tema e da forma do longevo gênero “Literatura de Viagem”. Para tanto, investiga os ecos da Exposition Internationale des Arts Décoratifs et Industriels Modernes (Paris, 1925) na prosa do autor. A câmera portátil que dá título à obra define o palmilhar cortante do escritor modernista pelas milenares cidades europeias, acabando por balizar as coordenadas da nova literatura brasileira.

https://doi.org/10.20396/remate.v37i1.8649237
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