Espaços intersticiais e identitários em a Rosa Caramela e Rosalinda, a nenhuma, de Mia Couto

Autores

  • Antonio Cleonildo da Silva Costa Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte
  • Maria Edileuza da Costa Universidade do Estado do Rio Grande do Norte

DOI:

https://doi.org/10.20396/remate.v38i1.8651250

Palavras-chave:

Estudos pós-coloniais. Literatura africana de língua portuguesa. Identidade cultural.

Resumo

A contemporaneidade tem apresentado diversidades culturais que exigem reflexão, sobretudo no âmbito da literatura. A representação do ser humano na ficção corrobora para a negociação estabelecida entre a autenticidade literária e a globalidade. Os espaços estão cada vez mais intersticiais porque se fazem notar a partir de uma busca híbrida de elementos identitários. Nesse contexto, o continente africano tem chamado a atenção a transnacionalidade de escritas pós-coloniais como a de Mia Couto, autor moçambicano. Nos contos A Rosa Caramela e Rosalinda, a nenhuma, a realidade sensível das personagens é delineada pela sutileza dos espaços externos e internos, os quais se dão em interstícios fragmentados por uma identidade em processo de (des)estabilização. Este artigo busca analisar como os espaços intersticiais se articulam enquanto representação fendida para formarem o que se pode chamar identidade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Antonio Cleonildo da Silva Costa, Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte

Possui graduação e mestrado em Letras pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte e doutorando pela mesma universidade. Atua como docente no Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte.

Maria Edileuza da Costa, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte

Professora da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte e do Programa de Pós-Graduação em Letras – PPGL/UERN.

Referências

AUGEL, Moema Parente. O desafio do escombro: nação, identidades e pós-colonialismo na literatura da Guiné-Bissau. Rio de Janeiro: Garamond, 2007.

BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. 6. ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2011.

BHABHA, Homi K. O local da cultura. Trad. Myriam Ávila; Eliana Lourenço de Lima Reis; Gláucia Renate Gonçalves. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1998.

BHABHA, Homi K. O bazar global e o clube dos cavalheiros ingleses: textos selecionados de Homi Bhabha. F. Coutinho (Org.). Trad. Tereza Dias Carneiro. Rio de Janeiro: Rocco, 2010.

CARDOSO, Sebastião Marques. Cosmologia literária da violência: uma leitura sobre a condição pós-colonial africana. Crítica Cultural. Critic, Palhoça, SC, v. 9, n. 2, jul.-dez., 2014, pp. 323-333.

COUTO, Mia. Cada homem é uma raça: contos. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. Trad. Aurélio Guerra Neto e Celia Pinto Costa. São Paulo: Ed. 34, 1995.

GLISSANT, Édouard. Le discours antillas. Trad. Normélia Parise. Paris: Seuils, 1981, pp. 190-201. (Lê Même et le Divers)

GLISSANT, Édouard. Introdução a uma poética da diversidade. Trad. Enilce Albergaria Rocha. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2005.

SANTIAGO, Silviano. Uma literatura dos trópicos: ensaios sobre dependência cultural. 2. ed. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.

SPIVAK, Gayatri Chakravorty. Pode o subalterno falar? Trad. Sandra Regina Goulart Almeida; Marcos Pereira Feitosa; André Pereira Feitosa. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.

Downloads

Publicado

2018-06-07

Como Citar

COSTA, A. C. da S.; COSTA, M. E. da. Espaços intersticiais e identitários em a Rosa Caramela e Rosalinda, a nenhuma, de Mia Couto. Remate de Males, Campinas, SP, v. 38, n. 1, p. 268–282, 2018. DOI: 10.20396/remate.v38i1.8651250. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8651250. Acesso em: 1 out. 2022.