Genealogias da escrita

Palavras-chave: Genealogias, Escrita, Ricardo Piglia

Resumo

As genealogias da escrita têm sido objeto de abordagens teórico-críticas e matéria de reflexão constante em ensaios, notas de trabalho e, muito especialmente, em diários de escritores. A sentença formalista segundo a qual a literatura não se movimenta em linha reta, de pai a filho, mas por caminhos oblíquos, de tio a sobrinho, a distinção estabelecida por Said entre filiação e afiliação, ou o convite, feito por Roland Barthes na Preparação do romance, a glisser [deslizar] uma linhagem são algumas das manifestações legíveis no domínio teórico-crítico. Os Diários de Emilio Renzi, publicados por Ricardo Piglia entre 2015 e 2017 são uma expressão privilegiada e recente desse laboratório do escritor, no qual se discutem tradições intelectuais, traçam-se ficções genealógicas e se revisitam com insistência os diários (laboratórios) de outros escritores.

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Biografia do Autor

Miriam Viviana Gárate, Universidade Estadual de Campinas

Professora associada da Universidade Estadual de Campinas. Doutorado em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas.

Gisela Bergonzoni, Universidade Estadual de Campinas

Pós-doutoranda do programa de Teoria e História Literária da Universidade Estadual de Campinas. Professora da Universidade Estadual de Campinas.

Kelvin Falcão Klein, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Professor Adjunto da Escola de Letras da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Doutor em Teoria Literária pela Universidade Federal de Santa Catarina.

Referências

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Publicado
2019-12-04
Como Citar
Gárate, M. V., Bergonzoni, G., & Klein, K. F. (2019). Genealogias da escrita. Remate De Males, 39(2), 539-542. https://doi.org/10.20396/remate.v39i2.8657630