“Para onde foram as patacas?”: patrimônio de portugueses na Amazônia (Belém, 1840-1909)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/resgate.v25i2.8649587

Palavras-chave:

Belém. Imigração. Portugueses. Borracha. Fortunas.

Resumo

O presente artigo analisa a evolução das fortunas de imigrantes portugueses em Belém, capital da então província do Grão Pará, entre os anos de 1840 a 1909, caracterizado pela historiografia como o período antecedente e o de efetivo boom da economia extrativa da borracha, reconhecida como atrativo aos diferentes grupos de (i) migrantes. A evolução das fortunas é sustentada sobre novas demandas sociais e econômicas que a borracha haveria de trazer às terras amazônicas, e que evidenciam novas tendências de investimentos, em grande medida, às estruturas modernas do capitalismo, que permaneceram mesmo nos períodos de crise da economia extrativa O estudo esteia-se na análise serial de 345 autos cíveis de inventários post mortem e insere-se num período marcado por um crescimento demográfico acentuado, pela reorganização do espaço urbano de Belém e pelo recrudescimento econômico do mesmo espaço.

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Biografia do Autor

Anndrea Caroliny da Costa Tavares, Universidade Federal do Pará

Doutoranda em Historia Social da Amazônia, com enfase em População e Sociedade. Mestra em História, com ênfase em História Social da Amazônia (PPHIST UFPA). Graduada em Licenciatura/Bacharelado em História pela Universidade Federal do Pará (2013). É integrante do grupo de Pesquisa População Família e Migração na Amazônia- RUMA (UFPA/CNPq), sob liderança do Profº. Drº. Antônio Otaviano Vieira Junior. Suas áreas de interesse são: Imigração portuguesa, História da Amazônia no século XIX, História de Portugal, Cultura material, História da População na Amazônia, Economia da Borracha e Sociabilidades.

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Publicado

2017-12-19

Como Citar

TAVARES, A. C. da C. “Para onde foram as patacas?”: patrimônio de portugueses na Amazônia (Belém, 1840-1909). Resgate: Revista Interdisciplinar de Cultura, Campinas, SP, v. 25, n. 2, p. 145–166, 2017. DOI: 10.20396/resgate.v25i2.8649587. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/resgate/article/view/8649587. Acesso em: 10 ago. 2022.