Resumo
O 7 de Setembro de 1822 e o 2 de Julho de 1823, marcos da Independência do Brasil ocorridos em São Paulo e na Bahia, respectivamente, se fazem amplamente presentes não só em obras historiográficas, como também no imaginário popular. Ao longo dos séculos XIX e XX, principalmente entre a década de 1820 e as comemorações do centenário da Independência, documentos produzidos pelo legislativo, discursos de autoridades diversas, obras de cariz historiográfico, imprensa, festas cívicas e monumentos comemorativos moldaram e remoldaram memórias e narrativas acerca dos eventos fundadores do Império e da Nação brasileiros. Propõe-se uma reflexão acerca do movimento de construção desses marcos, constantemente reapropriados e reavaliados pelas comunidades envolvidas nas comemorações cívicas e na rememoração da Independência.
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