Frames e fala espontânea

Autores

  • Heliana Mello Universidade Estadual de Campinas
  • Tommaso Raso Universidade Federal de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.20396/cel.v55i1.8636597

Palavras-chave:

Fala espontânea. Português brasileiro. Frames.

Resumo

Os estudos baseados em dados que tratam da noção de frame e do seu uso na análise da linguagem adotam unidades de análise que variam desde unidades lexicais até estruturas construcionais, sintáticas e textuais. Os mesmos princípios são utilizados em aplicações de processamento de linguagem natural. Neste artigo discutimos o porquê de se fazer necessária a inclusão das noções de unidade informacional e enunciado nas propostas de tratamento, via frames, da linguagem falada espontânea. A Teoria da Língua em Ato - TLA (CRESTI, 2000), que propõe o estudo da fala através da interface pragmática-prosódica e da sua segmentação em enunciados e unidades tonais, será brevemente apresentada, assim como sua aplicação a e validação através dos estudos de corpora aplicados a línguas românicas europeias (C-ORAL-ROM) e ao português brasileiro (C-ORAL-BRASIL).  Possíveis consequências para a incorporação do nível pragmático como a base analítica na constituição de frames para análise da fala espontânea serão discutidas.

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Biografia do Autor

Heliana Mello, Universidade Estadual de Campinas

Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas.

Tommaso Raso, Universidade Federal de Minas Gerais

Professor Titular em linguística (concurso 09/2012) da Universidade Federal de Minas Gerais.

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Publicado

2013-06-24

Como Citar

MELLO, H.; RASO, T. Frames e fala espontânea. Cadernos de Estudos Linguísticos, Campinas, SP, v. 55, n. 1, p. 99–108, 2013. DOI: 10.20396/cel.v55i1.8636597. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cel/article/view/8636597. Acesso em: 2 dez. 2021.