Banner Portal
Aí e então em expressões cristalizadas
PDF

Palavras-chave

Linguística.

Como Citar

BRAGA, Maria Luiza. Aí e então em expressões cristalizadas. Cadernos de Estudos Linguísticos, Campinas, SP, v. 44, p. 169–178, 2011. DOI: 10.20396/cel.v44i0.8637073. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cel/article/view/8637073. Acesso em: 16 abr. 2024.

Resumo

In this article I examine the forms “aí” and “então” according to the hypothesis of “Retention of Earlier Meaning” which advocates that certain more specific semantic nuances of the source construction can be retained in certain contexts long after grammaticalization has begun (Bybee et alii 1993: 17). I show that “então” maintains the time nuance in all its uses, regardless of their stage of grammaticalization; “aï” also presents a nuance of time in its unmarked uses, which seems to contradict the abovementioned hypothesis since this form is originally an adverb of space. The analysis of some crystalized expressions envolving “aí” shows however that the original space meaning can be retrieved in some specific contexts.
https://doi.org/10.20396/cel.v44i0.8637073
PDF

Referências

BRAGA, M.L. (2001). Aí e então e a hipótese da trajetória universal. In NEVES, M.H.M. (Org.) Descrição do português: definindo rumos de pesquisa. Araraquara, Cultura Acadêmica Editora.

BRAGA, M.L. & PAIVA, M.C. Do advérbio ao clítico é isso aí. In RONCARATI, C.N. (Org.) Português brasileiro: contato lingüístico, heterogeneidade e história. No prelo.

BYBEE, J.; PERKINS, R. & PAGLIUCA, W. (1994). The evolution of grammar. Tense, aspect and modality in the languages of the world. Chicago and London, The University of Chicago Press.

GIVÓN, T. (1993). The time-axis phenomenon. Language 49. p.890-925.

HEINE, B.; CLAUDI, U. & HÜNNEMEYER, F. (1991). Grammaticalization. A conceptual framework. Chicago and London, The University of Chicago Press.

HOPPER, P.J. (1991). On some principles of grammaticalization. In TRAUGOTT, E.C. & HEINE, B. (Eds.) Approaches to grammaticalization. Philadelphia, John Benjamins Company, v.i, p.17-35.

MATTOS E SILVA, R.V. (1989). Estruturas trecentistas: elementos para uma gramática do português arcaico. Lisboa, Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 870 p.

NASCENTES, A.V. (1952, 2v). Dicionário etimológico da língua portuguesa. Rio de Janeiro, Francisco Alves.

NEVES, M.H.M. (1992). Os advérbios circunstanciais de lugar e tempo. In ILARI, R. (Org.) Gramática do português falado. Níveis de análise lingüística. Campinas, Editora da Universidade Estadual de Campinas. V. ii, p.261-296.

OMENA, N.P. (1996). A referência à primeira pessoa do discurso no plural. In OLIVEIRA e SILVA, G.M. & SCHERRE, M.M.P. (Orgs.) Padrões Sociolingüísticos. Análise de fenômenos variáveis do português falado na cidade do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, p.183-215.

OMENA, N.P. & BRAGA, M.L. (1996). A gente está se gramaticalizando? In MACEDO, A.T.; RONCARATI, C.N. & MOLLICA, M.C. (Orgs.) Variação e discurso. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, p. 75-83

WIERZBICKA, A. The alfabet of human thoughts. Linguistic Agency, University of Duisburg, ser. A, vol. 245. Duisburg: Universität Duisburg Gesamthochschule. Apud HEINE, B.; CLAUDI, U. & HÜNNEMEYER, F. (1991). Grammaticalization. A conceptual framework. Chicago and London, The University of Chicago Press.

O periódico Cadernos de Estudos Linguísticos utiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.

Downloads

Não há dados estatísticos.